08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Cidade Sem Limites


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Gerações das décadas 40, 50 e 60 estão estarrecidas com o abandono da nossa Terra Branca, apesar de que o estado de abandono em que ela se encontra não começou ontem, esse processo já vem ao longo do tempo. Graças a uma classe política da região que não está à altura para governar essa cidade com tamanha diversidade social, onde os governantes deram as costas a uma população excluída. Não é assim que se governa uma cidade como Bauru...! Administrações que mal consegue implementar programas (manutenção) de forma organizada, dando cara nova a uma cidade com a importância que tem na região. Há que se questionar o porquê isso tudo acontece...?

Fomos privilegiados em uma determinada ocasião, quando éramos jovens e participamos daquele momento histórico. A Sem Limites estava no seu apogeu, linda, bonita, formosa, os apitos dos trens da Noroeste, Paulista, Sorocabana, da Sambra, do Matarazzo, da Antártica. Os bailes do Paulista, Nipo, BAC, Panelão, Colégio La-Salle, Icaraí, as brincadeiras dançantes nos salões das Igrejas. Foi um momento rico para nós jovens daquela época. Quem não se lembra das figuras folclóricas como o Biscoito, Pelezinho, Divo da Padre Anchieta, Ari Barbeiro, Varistão, Barbicha, Grande Isidoro do Independente, Rodorfinho, Pelegrino, Zé Catarreira etc. Velhos e bons tempos. Mas nós vamos torcer que a nossa Sem Limites ainda seja orgulho para futuras gerações.

Gercio Bento, bauruense, adotado por São Paulo