08 de julho de 2026
Nacional

Operação da PF pode prender mais 40

Por Da Redação | Com Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Brasília - A Polícia Federal (PF) estuda pedir a prisão temporária de mais 40 pessoas ligadas ao esquema de exploração de jogos ilegais. A Operação Hurricane (furacão, em inglês), desencadeada na sexta-feira passada cumpriu 70 mandados de busca e apreensão e fez 25 prisões.

O esquema descoberto pela PF envolve autoridades da Justiça, da Polícia Federal e do Carnaval do Rio. Eles são acusados de praticar os crimes de tráfico de influência, corrupção passiva e ativa, quadrilha e lavagem de dinheiro.

Entre os presos estão magistrados, bicheiros, policiais, empresários e advogados. Fontes da Policia Federal afirmaram que foram presos na primeira leva os “cabeças” do esquema de compra ilegal de sentenças judiciais que favoreceram as máfias de caça-níqueis e casas de bingos. Numa próxima etapa, a PF estuda prender 40 pessoas ligadas ao grupo inicial de 25 detidos.

Devem fazer parte desse grupo de 40 pessoas relacionadas ao esquema de venda de sentença, donos de casas de bingo e servidores públicos. As duas toneladas de documentos e materiais apreendidos pela operação estão sendo analisadas pela PF desde anteontem. Além de papéis, a PF também apreendeu computadores.

Segundo a reportagem apurou, a PF considera ter material suficiente para comprovar o esquema. A PF espera encontrar nesses papéis mais provas para pedir ordem de prisão contra mais pessoas supostamente envolvidas.

Depoimentos

A Polícia Federal desistiu de tomar ontem os depoimentos dos cinco presos na sexta-feira passada durante a Operação Hurricane. Eles são acusados de terem ligação com um esquema de jogos ilegais. Inicialmente, a PF chegou a informar que tomaria ontem o depoimento de Marcos Antônio Bretas dos Santos, delegado da Polícia Civil de Niterói. Mais tarde, a PF informou que iria suspender a retomada dos depoimentos.

Dos 25 presos, 20 já foram ouvidos - 17 no final de semana e três anteontem. A PF ainda precisa ouvir cinco dos 25 presos. A reportagem apurou que a PF decidiu não apressar os depoimentos dos detidos na operação. É que os depoimentos dados até agora pouco colaboraram com as investigações da PF. Os detidos têm optado por ficar em silêncio alegando que seus advogados ainda não tiveram acesso aos autos do inquérito.

A expectativa é que os presos passem a colaborar mais daqui por diante, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) já autorizou que os advogados tenham acesso aos autos. A reportagem apurou que um CD com a cópia do processo foi entregue aos advogados.

Os presos estão na sede da Superintendência da PF, em Brasília. Na quarta-feira termina o prazo de prisão preventiva, mas a PF irá pedir a prorrogação por mais cinco dias. Para agilizar o tramite, o pedido deve ser feito pela Procuradoria-Geral da República - que mandaria o despacho diretamente para o STF.

A operação desvendou uma organização criminosa que compraria sentenças judiciais para favorecer empresários de casas de jogos e caça-níqueis. Entre os envolvidos estão três desembargadores, um procurador regional da República (afastado), três delegados da Polícia Federal, empresários, advogados e bicheiros.

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Esquema

Brasília - A Polícia Federal (PF) informou que o juiz do Tribunal Regional de Trabalho (TRT) de Campinas Ernesto da Luz Pinto Dória admitiu em depoimento no final de semana a existência de um esquema de venda de sentenças favoráveis ao esquema de jogos ilegais.

A PF não deu mais detalhes sobre o depoimento de Dória. Mas fontes da PF informaram que ele foi um dos poucos a colaborar com as investigações. Dos 25 presos, 20 já prestaram depoimento e a maioria preferiu se manter em silêncio alegando que seus advogados ainda não tiveram acesso aos autos do inquérito. A PF espera que a situação mude daqui para a frente, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) já autorizou os advogados dos presos a terem acesso ao processo.

Um CD dos autos já teria sido entregue a eles.