08 de julho de 2026
Nacional

Bicheiro pede prisão domiciliar

Folhapress
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Brasília - A advogada Concita Aires, que defende Antônio Petrus Kalil, o Turcão, preso pela Operação Hurricane, ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido para que seu cliente seja transferido da cela da Superintendência da PF, em Brasília, para um hospital ou para prisão domiciliar.

Concita alega que o bicheiro, que tem 83 anos, necessita de cuidados especiais que não podem ser oferecidos na cadeia. O pedido será analisado pelo ministro Cézar Peluso, relator do caso no STF. Além de Turcão, outro preso também pediu o mesmo benefício, mas a PF não divulgou a relação com os nomes. Turcão já teria sido examinado por um clínico geral da PF, mas a advogada pede que ele passe por outros especialistas.

Segundo ela, Turcão utiliza marca passo e para dormir precisa de um equipamento para estimular os batimentos cardíacos, e sofreria ainda de apnéia e de diabetes. “Ele precisa receber uma alimentação especial e de toda uma sistemática, caso contrário poderá morrer”, alegou. “Queremos que seja transferido para um hospital ou prisão domiciliar. Nós demos ao ministro as duas alternativas, mas é claro que ele será melhor cuidado em casa.”

Depois da prisão, Turcão estaria apresentando ainda confusão mental. Por essa razão, durante o depoimento ele estaria se mostrado alheio aos fatos e, até mesmo, às pessoas com quem todos sabem que ele já teve convivência. Turcão já havia sido condenado em 1993 a seis anos de prisão por envolvimento com o jogo do bicho, mas ficou apenas três anos preso por causa de uma liberdade condicional. Ele passou a ser considerado um dos bicheiros mais poderosos do Rio de Janeiro, depois da morte de Castor de Andrade, em 1997.