08 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Esgoto em debate

O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), José Clemente Rezende, discorda do vereador Marcelo Borges (PSDB) quanto ao formato da licitação para a construção da estação de esgoto (ETE) principal, nas imediações do Distrito Industrial em Bauru. Na última sessão, Borges questionou se ao licitar junto o projeto executivo e a obra a concorrência não iria restringir a disputa.

• Avaliação inversa

Clemente Rezende, que ouviu a fala do tucano na tribuna da Câmara Municipal, argumenta que separar o projeto do executivo da obra gera vários prejuízos. Um deles, sustenta Clemente, é o de que o custo do projeto seria maior. Outro ponto negativo é que na avaliação do DAE a obra atrasaria ao esperar o projeto para, só depois, licitar a instalação. A licitação da principal estação de tratamento está para ser publicada. É obra de R$ 50 milhões.

• Projeto básico

Nesta discussão há um elemento adicional em debate. A tecnologia a ser empregada para as condições do tratamento de esgoto em Bauru combinam o formato aeróbico com anaeróbico. E esta concepção partiu de estudo já contratado junto à empresa Serec. Se a técnica já está pronta, é preciso calcular, técnica e financeiramente, se compensaria descolar a obra do projeto executivo para a instalação.

• Puxador de voto

O corre-corre dos partidos atrás de puxadores médios de votos para as próximas eleições está a todo vapor. Os dirigentes partidários não escondem as conversas com potenciais candidatos à Câmara Municipal, enquanto que ex-vereadores e candidatos que tiveram performance razoável nas últimas eleições avaliam se é melhor trocar de barco ou garantir a legenda onde estão.

• Dois vespeiros

O prefeito Tuga Angerami voltou a dizer, na última terça-feira, que vai mesmo mexer em dois vespeiros até o final deste primeiro semestre. Um deles é a administração de funerárias, que tem estrutura gerida pela Emdurb. Outro tema é o financiamento do plano de saúde privado do servidor municipal. Tuga afirmou, em visita à unidade de saúde da Vila Cardia, que vai rever as contas atuais.

• Números da conta

Só para lembrar, o financiamento do plano de saúde privado é pago pela Prefeitura de Bauru junto à empresa Tec Seg/Beneplan. O contrato atual vence em agosto. Segundo a Secretaria de Administração, o custo per capita é R$ 50,92. O custo mensal médio é de R$ 500 mil e os servidores contribuem com R$ 150 mil dessa conta, recolhendo 4% do salário bruto. O plano é extensivo a parentes e dependentes.

• “Último passo”

O prefeito aproveitou mais uma presença na reinauguração do núcleo de saúde da Vila Cardia para repetir que estará fora da carreira política a partir de 1 de janeiro de 2009. “Assumi como o último passo meu na vida pública”, disse. No dia em que completou 57 anos, Angerami disse que reconhece as críticas e lembrou Che Guevara para dizer que “não vai perder a ternura”. Ele finalizou que quer ser lembrado por “deixar a Prefeitura em condições de dar passos mais céleres”.