10 de julho de 2026
Política

Vereadores reconhecem avanços, mas apontam falhas e lembram pendências

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A avaliação do prefeito Tuga Angerami de que seu governo vai priorizar, até o final do próximo ano, as ações no controle financeiro, a reestruturação da rede municipal de saúde, a recuperação da frota do lixo e o tratamento de esgoto, encontrou reconhecimento entre alguns vereadores, mas nenhum deixou de apontar que o Executivo não deve se esquecer de promessas feitas à população e não pode deixar de atuar sobre problemas que ainda podem ser solucionados.

Entre os mais críticos, Marcelo Borges (PSDB) acha que as metas principais de Tuga são tímidas. “Muito pouco diante do que tinha prometido e do que podia ser realizado. Em 2006 por exemplo ele falou que seria o ano do asfalto e da iluminação pública e isso não se realizou. Tem muita coisa pra ser feita. O lixo não era problema na cidade, ficou o caos com esta administração”, comentou.

Na avaliação do tucano, falta iniciativa para propostas novas. “Na regularização de dívidas, o prefeito teve apoio da Câmara com o Refis e entrou um bom volume de recursos. Mas em várias áreas os resultados não aparecem, há lentidão. As metas refletem muito pouco perto das promessas do prefeito. É muito tímido”, completou.

Já João Parreira (PSDB) vê avanços, mas acha que no mandato ainda cabem algumas ações estruturais. “Na Saúde está fazendo um trabalho interessante, invertendo uma tendência. Com os Núcleos de Saúde não atendiam, por remuneração, ele está resolvendo com aumento de gratificação e reformando unidades, além da informatização do atendimento. Vai desafogar o Pronto-Socorro. Realmente o prefeito está equilibrando as finanças e isso impõe sacrifício à população. Ele poderia deixar como estava e investir, mas o problema iria piorar. A previdência era o caos. O próximo prefeito vai ter uma situação muito melhor para dar respostas”, avaliou.

Ele lembrou que na criação de alternativa para financiar o tratamento de esgoto, o Legislativo teve participação fundamental. “No tratamento de esgoto, a Câmara participou com maturidade, criando o fundo para viabilizar o esgoto. Era a melhor saída e o Tuga teve habilidade para conduzir essa proposta. Não dá para resolver tudo com as dificuldades existentes. Mas dá para avançar. O lixo eu cansei de falar para o prefeito priorizar. Ou terceirizava ou investia. Agora ele vai reduzir o problema, comprando caminhões. Faltam medidas importantes, como sanear a Emdurb, resolver pontos como na merenda, vigilância, funerária e outros serviços. Precisava iluminar melhor a cidade e fazer pavimentação”, completou.

Prós e contras

Ex-líder do prefeito, Faria Neto (PDT) também reconhece avanços, mas sem deixar de lembrar que para a população foi prometido muito mais do que o realizado até agora. “Isso é o mínimo que podia fazer, mas já é avanço. Se reformar todos os Núcleos de Saúde e informatizar avança. Falta diálogo para medidas pontuais, e com os setores, ouvir os funcionários. O grande avanço vai ser o tratamento do esgoto e o lixo não tem outra saída, ou terceiriza ou compra caminhões. É paliativo, mas tinha que fazer mesmo. Deveria ir para Brasília e buscar recursos agora, com as finanças mais equilibradas e as dívidas negociadas. Os últimos prefeitos arrasaram a cidade e agora é hora de buscar recursos”, ponderou.

O pedetista completa que a periferia está descuidada e o caminho para investir em pavimentação é na ação política fora de Bauru. “Os problemas dos buracos e pavimentação na periferia ele deveria priorizar. Reconheço grande trabalho no esgoto. Se outros prefeitos tivessem iniciado o tratamento, já estava pronto e ele está fazendo. Mas ele centralizou muito e não deu ritmo ao governo também. Tem de cobrar mais do governo do Estado e do federal por Bauru. Falta mais arrojo, mais briga”, finalizou.