Os agentes penitenciários não concordam com a burocracia, que faz o trâmite de aquisição do porte de arma se estender por cerca de seis meses, segundo Carlos Romacho.
“Para juntar todos os documentos e dar entrada no registro da arma são gastos quase 45 dias. Depois da entrega na Polícia Federal, contam mais 90 dias para análise e devolução. E depois disso ainda é preciso enviar os documentos para a Secretaria da Administração Penintenciária (SAP), que analisa os antecedentes da pessoa e concede ou não a permissão”, explica.
A categoria reclama também do dinheiro gasto para a obtenção do documento. “Além de comprar a arma, tem que fazer uma avaliação psicológica, de R$ 160,00. Além disso, como a SAP não dá curso de tiro, são mais cerca de R$ 600,00. Sem contar outros gastos como certidões, por exemplo”, diz.
Segundo o delegado titular da PF em Bauru, Carlos Alberto Fazzio, o trâmite é idêntico para todos que querem registrar a arma. “São regras com exigências rigorosas e iguais para todos os cidadãos, com algumas ressalvas. Os agentes de escolta podem ficar isentos dos exames de aptidão caso apresentem um laudo da administração atestando a capacidade”, explica.
A SAP não forneceu detalhes sobre o assunto e apenas informou que os treinamentos psicotécnico e armamento/tiro para os agentes sçao realizados na Academia de Polícia Civil, e que todo o expediente para o procedimento se encontra com a Polícia Civil, em trâmite.