Cidade do México - A possível aprovação de uma lei que descriminaliza o aborto até a 12.ª semana de gestação está gerando conflitos na Cidade do México, inclusive com ameaças de bomba e intervenção da Igreja Católica. A lei permitirá que a mulher que desejar faça o aborto, desde que até o terceiro mês da gestação.
A legislação passou por três comissões da Assembléia Legislativa da Capital federal do México e deve ser aprovada pela Casa sem dificuldades, em sessão no próximo dia 24. Na última semana houve ameaças de morte e de bomba no Legislativo; desde anteontem a polícia de choque faz a segurança da Casa.
O papa Bento XVI enviou ontem uma carta à Conferência do Episcopado Mexicano, apoiando sua condenação à descriminalização do aborto. O bispo de San Cristóbal de Las Casas, Felipe Arizmandi, já havia condenado duramente a proposta, comparando a nazistas os legisladores que apóiam a idéia. No México, 92% da população se diz católica.