09 de julho de 2026
Nacional

Desembargador pede liberdade ao STJ

Folhapress
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Rio - O advogado Leonardo Marinho entregou ontem no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de liberdade provisória em favor do desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15.ª Região Ernesto da Luz Pinto Dória, acusado de porte ilegal de armas.

Dória deveria ter deixado a carceragem da Polícia Federal (PF) de Brasília anteontem, quando ele, juntamente com outros dois desembargadores e um procurador-regional da República - todos presos no último dia 13, na operação Hurricane (furacão, em inglês) - obtiveram no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de deixar a prisão.

O problema é que as buscas realizadas pela PF descobriram armas ilegais na casa do desembargador, e isso gerou um segundo mandado de prisão - agora por porte ilegal de arma. Não há previsão para a avaliação do novo pedido de liberdade de Dória. Já os desembargadores José Eduardo Carreira Alvim, ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2.ª Região, e José Ricardo Siqueira Regueira, também do TRF da 2.ª Região (leia texto), e o procurador-regional da República do Rio João Sérgio Leal Pereira, foram efetivamente soltos, anteontem. No total, 25 pessoas foram presas na operação Hurricane suspeitas de integrar um esquema de exploração de jogos ilegais - bingos e máquinas caça-níqueis.

Excetuando os magistrados e o procurador que foram soltos, os outros 21 acusados tiveram prisão preventiva decretada pelo STF, na mesma decisão.

Plenário

O plenário do STF vai analisar o despacho do ministro Cezar Peluso que soltou dois desembargadores e um procurador-regional da República presos pela Polícia Federal. A decisão só deve sair em maio.

Anteontem, o ministro do STF rejeitou pedido de prisão preventiva contra os cinco acusados, que têm direito a foro privilegiado.