09 de julho de 2026
Regional

Ramos é investigado em tentativa de roubo

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Porém, o servente de pedreiro Josemar Alves Ramos é suspeito de tentativa de roubo a uma residência, quando dois homens armados invadiram um imóvel no Núcleo Habitacional Luiz Zillo, na quarta-feira (dia 11).

Ao JC, o delegado Luiz Cláudio Massa afirma que as duas vítimas rendidas pelos assaltantes reconheceram Ramos como um dos autores do crime. Massa, no entanto, também declara ter o maior interesse em esclarecer com urgência a autoria do espancamento, inclusive pelo fato de ter ocorrido o seqüestro na frente do DP.

“Quanto à vítima vamos apurar. Porém, pedi ao advogado para trazer seu cliente na segunda-feira (dia 16) e isso não foi feito até hoje (última sexta-feira). Ontem (quinta-feira) queria que fizesse o corpo de delito. E agora o advogado diz que ele vai se apresentar só terça (dia 24), só depois da gente intimá-lo”, explica Massa.

O delegado frisa que não consta registro de passagem (DVC) de Ramos na delegacia.

Como noticiou o JC na segunda-feira (dia 16), o servente de pedreiro foi abordado na Estação Rodoviária por um policial civil após ser reconhecido pelas vítimas. Corrêa sustenta que Ramos é moreno claro, enquanto no Boletim de Ocorrência – por tentativa de roubo – as vítimas declaram que o agressor é um homem “moreno escuro”. “Só poderia ser confundido se fosse à noite e não às 5h da tarde quando foi conduzido para averiguação no DP. Mas vamos supor que a vítima tenha sido exposta a um nível de stress tão grande que não sabe mais o que é moreno claro e moreno escuro”, avalia.

Corrêa questiona como irregular o procedimento adotado na delegacia: “Mas não é procedimento comum ele (Ramos) oferecer informações, pedir para dar um telefone e não ser atendido, puxar o DVC e não constar nada e largarem ele algemado até 8h da noite”, questiona o defensor.

Massa diz que não foi formalizado um depoimento de Ramos na sexta-feira (dia 13) exatamente porque o interrogatório será feito na presença de um advogado. O delegado ressalta que o suspeito da tentativa de roubo apenas foi levado para o reconhecimento das vítimas. “Não foi feito nenhum ato que tenha sido prejudicado pela ausência do advogado, até porque ele não pediu para usar telefone. Tanto não pediu o advogado que um outro apareceu para se inteirar dos fatos e disse que me procuraria na segunda-feira (dia 16). Daí que a apareceu esse (Corrêa)”, salienta.

Massa ressalta que, durante a instrução do inquérito, Ramos terá a oportunidade de apresentar seu álibi e provas. “Todos são inocentes até que se prove o contrário. Pode ser que ele consiga um álibi mais forte. Mas por enquanto, o reconhecimento das vítimas é muito firme.”

À reclamação de que Ramos ficou muito tempo no DP, Massa rebate esclarecendo que foi solicitada sua prisão temporária, procedimento negado pelo Judiciário porque se entendeu como ideal identificar o segundo envolvido no crime.

Massa diz que primeiro pretende concluir o inquérito de lesão corporal, evitando que paire a dúvida de que o delegado estaria sendo conivente com quem agrediu Ramos. “Vamos apurar os fatos com ele em liberdade e, se for o caso no final do inquérito, vou pedir a prisão preventiva dele”, explica.

No último dia 16 o outro suspeito de envolvimento na tentativa de roubo foi identificado. Massa conta que se trata de um homem de 18 anos também reconhecido pelas duas vítimas. Conforme Massa, esse segundo envolvido vai responder o inquérito em liberdade. “O caso da tentativa de roubo está solucionado”, acredita Massa.