10 de julho de 2026
Política

Prefeito descarta novo líder na Câmara

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Antonio Faria Neto (PDT) já chegou a atuar oficialmente como líder do governo na Câmara Municipal de Bauru, mas rompeu politicamente com o prefeito Tuga Angerami e migrou para uma posição independente. E, após as últimas denúncias contra a prefeitura e a instauração da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o transporte escolar municipal, o vereador Futaro Sato (PDT) se destacou atuando alinhado ao Executivo, chegando a ser apontado como líder informal do governo no Legislativo. No entanto, o chefe do Executivo bauruense descartou a necessidade de definir um interlocutor formal na Câmara, alegando preferir manter a “multiplicidade de contatos” com os parlamentares.

“Sei que é normal o debate sobre a questão da liderança. O Faria (Neto) foi esse líder até a candidatura dele, depois entendeu que não deveria continuar. Se eu tiver um líder definido vamos conversar e ele vai passar a mensagem aos colegas, talvez me privando a oportunidade do diálogo com os vereadores”, afirmou Angerami, após a reinauguração do Núcleo de Saúde do Jardim Redentor.

Ele diz preferir debater com os parlamentares diretamente ao invés manter a figura do líder. “O Futaro (Sato) vem em minha defesa várias vezes, mas também tenho conversado muito com o Alex (Gasparini), além de outros com os quais tenho relação fraterna. Definir um líder vai me privar de ter essa multiplicidade de contatos que é muito boa e que gostaria que fosse ainda maior”, completou.

Além disso, o chefe do Executivo bauruense descartou um novo retorno do presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), José Clemente Rezende, ao Legislativo para assumir a presidência da CEI do Transporte no lugar do pedetista Antonio Faria Neto, seu ex-líder na Câmara e atual desafeto político.

Durante o processo de eleição do novo presidente da Câmara, em dezembro do ano passado, Rezende reassumiu seu mandato de vereador na tentativa (frustada) de tentar barrar a eleição do oposicionista Paulo Madureira (PP). A mesma manobra foi comentada por línguas felinas esta semana, logo após a abertura da CEI do Transporte. No entanto, o prefeito afirma ser veementemente contra a atitude.

“A decisão dele (Clemente) de ir à Câmara para votar na eleição da atual mesa foi pessoal e demorou para ser tomada exatamente porque eu questionava se era adequado. Entendi como sendo um direito dele. Agora é diferente. Ele não cogitou essa hipótese e se houvesse (cogitado) teria a minha discordância. Assim ficaria uma situação incômoda”, revelou Angerami.

O prefeito afirmou, ainda, que prefere não interferir na Câmara. “Minha posição é por não interferir, pois já fui parlamentar por oito anos e me irritava a tentativa de influência do Palácio. Portanto, presumo que isso incomodaria os senhores vereadores. Minha relação é de respeito”, finalizou.