08 de julho de 2026
Geral

Programas de gratificação estimulam divergências

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 1 min

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e a Diretoria Regional de Ensino divergem quanto às sinalizações dos governos estadual e federal em incentivar financeiramente professores que tiverem bons desempenhos e disponibilizar mais verba para escolas que melhorarem seus índices de educação, respectivamente.

Susi da Silva, diretora estadual da Apeoesp, acredita que, no caso da proposta do Estado, o principal problema estaria no modo de avaliação do desempenho dos professores, que seria subjetivo. “Quais critérios podem apontar corretamente maior eficiência no trabalho? Podem ocorrer injustiças. Eles (Estado) querem resolver um problema criado por eles próprios transferindo a culpa para os professores”, opina. “São meios de mascarar a realidade e não resolver as questões”, completa.

A dirigente regional de ensino, Vera Nilce Jarussi Gomes de Sá, acredita que a iniciativa estadual é benéfica, ressaltando que deve ser entendida como prêmio, com alguns pontos a serem esclarecidos. “O sistema é usado na rede particular e sabemos que traz bons resultados. Mas ainda não se sabe o que será avaliado. Isso traz insegurança, pois ainda não nos foram passados os critérios”, afirma. “Quanto à proposta federal, não posso opinar, pois ainda não estou a par do assunto”, completa.