08 de julho de 2026
Turismo

Madri

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Buenos Aires e Santiago do Chile, cidades colonizadas por espanhóis, lembram Madri, a efervescente Capital espanhola. Talvez este seja um dos motivos dos brasileiros se sentirem tão bem na terra de Lorca e Picasso. Limpa, com portais, espaços verdes e chafarizes, Madri caiu no gosto dos turistas também por ser uma das capitais européias mais baratas na atualidade. Oferece um literal banho de cultura, com direito a touradas, visitas a museus e castelos, shows noturnos e de flamenco.

E a oportunidade dos brasileiros se comunicarem numa boa, falando um compreensível “portunõl” que, ao contrário do que ocorre em outros países, não chega a incomodar os receptivos madrilenos, sempre prontos a ajudar.

Em Madri a vida é celebrada de dia e de noite. No verão, o sol demora a se pôr: por volta das 22h, convidando a um passeio a pé pela Gran Via, Passeo das Castellañas, Puerta de Alcalá ou à Plaza Mayor, onde funcionam inúmeros barzinhos. Entre “canãs” (cervejas) e “tapas” (petiscos) variados, a vida segue em Madri, lembrando personagens dos filmes de Almodóvar: gente que ama, que sofre, que brinca, vivendo intensamente.

O “happy hour” é instituição na Espanha. Talvez uma forma da população comemorar a liberdade depois de tantos anos da ditadura do generalíssimo Francisco Franco. Sentam-se à mesa não só homens engravatados para discutir política e os rumos econômicos do país, como mulheres de diversas faixas etárias e poder aquisitivo.

O papo rola entre senhoras de cabelos grisalhos recém-saídas das inúmeras “peluquerias” existentes na Capital madrilena, como entre mocinhas com cadernos sob os braços. Nos bares, além das canecas de cerveja, imperam tortillas, doces, cafés e jarras de vinho, geralmente servidos como cortesia quando se pede uma porção de “jamón” (o presunto cru espanhol).