09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Três cores, uma só “raça”


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Por que sempre que uma colméia adormece alguém põe fim à calmaria instigando as abelhas? Essa foi a posição da nossa ministra da Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. Essa é a segunda vez que as abelhas são tiradas de seu sonho merecido, só durante o governo Lula. Inicialmente a criação das cotas raciais em universidades casou zumbido na paz étnica brasileira. Temos que concordar que anteriormente a tal anúncio pouco - ou nada – era acompanhado sobre as mal-vindas manifestações de preconceito racial no Brasil.

Admita-se que todos os caucasianos brasileiros tinham muito dos afro-descendentes e estes dos brancos. Quando aqueles manifestantes divisavam que o esforço para destruir nossa unidade era infrutífero, novamente são cutucados por alguém ligado ao governo: “Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora não esteja incitando isso”, disparou Matilde à BBC Brasil.

Pronto. Está mais uma vez difundido o caos. A “dupla-via do racismo” está outorgada, e o pior, por alguém que deveria promover a extinção de ambas. Precisamos sim conhecer o histórico e insistente castigo dos negros pelos brancos, mas as conjunturas mudaram e hoje devíamos aclamar a nossa miscigenação, a qual nos deu uma ginga mundialmente conhecida, uma hospitalidade sem limites e uma paz invejada. Unamo-nos numa só bandeira de três cores - que nada têm com o preto e o branco - o verde, o amarelo e o azul do nosso Brasil.

Vítor Marise