10 de julho de 2026
Esportes

Copa do Brasil: Carpegiani estréia, Corinthians perde e está eliminado

Por Da Redação | Com Agência Estado e Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

São Paulo - Paulo César Carpegiani estreou, e o Corinthians entrou em férias até a estréia no Brasileirão, 13 de maio. Não poderia ser pior. A equipe, mesmo podendo empatar por 0 a 0 ou 1 a 1, foi derrotada, em pleno Pacaembu, pelo Náutico por 2 a 0 e eliminada da Copa do Brasil.

Os 90 minutos do jogo da noite de ontem, diante do Náutico, no Pacaembu, provaram para ao estreante Carpegiani que ele precisa de muito mais que três ou quatro reforços no Corinthians. É necessário um time inteiro, de preferência com atletas experientes. Só com garotos, viu a equipe pernambucana deitar e rolar, vencer e passar à próxima fase da Copa do Brasil. Carpegiani terá muito trabalho para arrumar seu time. E já começará o Nacional pressionado.

O vexame de ontem pode encerrar o discurso diplomático da semana - de que os atletas merecem respeito e não gostaria de falar em lista de dispensas - e fazer a reestruturação do elenco. Ou ele gostaria de seguir com Jean, Marcos Tamandaré, Marinho, Wellington, Gustavo, Paulo Almeida, Gustavo, Daniel e seguir amargando desgostos para sua torcida?

Pior, o plano da diretoria do Corinthians é apostar na garotada formada nas categorias de base. Ontem, ficou evidente que só com os pratas da casa e sem contratações, o time será grande favorito ao rebaixamento no Nacional. Desesperado com o resultado adverso, o Corinthians mostrou muito nervosismo, inúmeros erros de passes e a ausência de padrão de jogo - principal crítica ao trabalho do antecessor de Carpegiani, Émerson Leão.

Rosinei, uma aposta de Carpegiani, se enrolou com a bola grande parte do jogo e, substituído no segundo tempo, saiu debaixo de sonora vaia. Eduardo Ratinho jogou apenas 45 minutos e levou baile de Felipe e Beto. Carlão mostrou não ter cacoete nenhum de lateral, Wilson não fez nada, Everton, Lulinha e Alisson demonstraram estar muito imaturos para jogar em uma equipe profissional.

Apesar de entrar em campo jogando por empate sem gols ou até por 1 a 1, o Corinthians queria ganhar na estréia de Carpegiani. Pelo menos foi este o discurso antes de a bola rolar. Após o apito inicial, quem parecia estar em casa era o Náutico.

Ao longo da história, o Náutico havia visitado o Corinthians seis vezes. Perdera todas, sem conseguir marcar um gol sequer. Acabou com o tabu ontem. A torcida vaiou. Protestou muito e viu o time fugir do campo ao fim do jogo, amedrontado.

O jogo

As duas equipes iniciaram a partida com postura ofensiva e em alta velocidade, mas também com graves problemas defensivos. Quem primeiro aproveitou as falhas do rival foi o Naútico, que quase abriu o marcador aos 13 minutos, quando Felipe escapou nas costas de Eduardo Ratinho e ficou sozinho na frente de Jean. No entanto, finalizou para fora.

Pouco depois, Marcel recebeu a bola com muito espaço e rolou para Wagner Rosa. O volante bateu forte, de longa distância, e acertou o canto do goleiro corintiano para anotar o primeiro gol pernambucano.

Aos 18, foi a vez de Arce aproveitar os problemas defensivos do adversário. O boliviano ficou com a bola dentro da área do Náutico após ganhar dividida, mas chutou mal. Quatro minutos depois, a defesa corintiana voltou a errar e permitiu que Beto entrasse sozinho com a bola na área. Na frente de Jean, o atacante optou pelo passe errado para um companheiro.

Aos poucos, o nervosismo pela derrota parcial ficou evidente na equipe corintiana, principalmente no excessivo número de passes errados, e o Naútico passou a controlar a partida. Já nos acréscimos, o ataque pernambucano envolveu o lado direito da defesa do Corinthians com toques rápidos. No último, Beto deixou Acosta em situação tranqüila para ampliar o placar.

Precisando reverter o marcador para seguir vivo no torneio, o time do Parque São Jorge voltou para o segundo tempo com duas modificações. Eduardo Ratinho e Arce foram sacados para as entradas dos garotos Lulinha e Allisson.

Aos 20, Wilson recebeu a bola dentro da área, girou e bateu rasteiro. O goleiro Gléguer caiu, deu um leve desvio e jogou para escanteio. Pouco depois, um torcedor corintiano invadiu o gramado, e foi interceptado por policiais quando tentava voltar para as arquibancadas.

Aos 37, o meia Marcel driblou um zagueiro na entrada da área e bateu forte ao gol. Jean fez boa defesa.