São Paulo - Um funcionário de um supermercado morreu após provocar uma explosão no estabelecimento ontem à tarde, em Florianópolis (SC). Ao menos 30 pessoas ficaram feridas. Segundo a polícia, Leandro Pacífico de Souza, 19 anos, entrou no supermercado Rosa, na praia dos Ingleses, em seu dia de folga, por volta das 14h, com uma arma na mão. Cerca de cem pessoas - entre funcionários e clientes- estavam no local. Não foi confirmado o que o funcionário reivindicava.
A polícia levantou ontem a possibilidade de que ele tenha ido cobrar uma dívida ou, ainda, resolver desavença pessoal com outro funcionário. Souza começou a ameaçar pessoas ao chegar ao estabelecimento, o que causou pânico. Segundo a Polícia Militar (PM), soldados foram ao local para negociar com o funcionário. As conversas, entretanto, não avançaram e o jovem ateou fogo perto de uma prateleira com produtos inflamáveis. Houve explosão em seguida. Assustadas, algumas pessoas saíram correndo e chegaram a pular as janelas do segundo pavimento do estabelecimento para tentar se salvar.
De acordo com a PM, Souza ficou cercado pelas chamas e não conseguiu escapar. Policiais militares afirmaram que, após as pessoas deixaram o supermercado, foi encontrado só um corpo no local e que Souza não havia sido localizado, o que levou a corporação a concluir que ele havia morrido.
Além disso, perto do corpo havia uma arma. A perícia ainda não havia concluído os trabalhos até o início da noite. A polícia não informou se ele havia se suicidado ou morrido em decorrência da explosão.
A Prefeitura de Florianópolis diz que o corpo era de fato dele. A PM diz que cerca de 30 pessoas foram levadas aos hospitais da cidade, em seis ambulâncias, após o local ficar tomado pelas chamas. Algumas ficaram queimadas. Outras tiveram ferimentos leves, como fraturas. Três estavam em estado grave. Uma delas estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário devido a queimaduras nas vias aéreas. Outras duas em estado grave passavam por cirurgias à noite devido a fraturas.
Para o diretor-executivo da rede de supermercados Rosa, Lúcio José Matos, Souza era um bom funcionário. “Não sei o que pode ter acontecido.” Matos afirmou que ainda não é possível calcular os prejuízos com as mercadorias. A rede de supermercados Rosa tem seis lojas no Estado de Santa Catarina.