A Associação dos Cabos e Soldados de Bauru vem a público manifestar seu repúdio contra aqueles que com seus atos tiveram tão somente a intenção de julgar e execrar policiais militares. Sem ao menos terem a prudência e a cautela de conhecerem os fatos e esperar o andamento das investigações em relação ao confronto entre policiais e o motociclista Jorginho.
Somos conscientes de que a dor de uma mãe tem de ser dignamente respeitada e não aceitamos de forma alguma que essa mesma dor seja usada por oportunistas e aproveitadores para denegrir a imagem de PMs ou de uma instituição honrada e centenária como a nossa Polícia Militar.
Sabemos que a tribuna de uma Câmara Municipal é usada para os legisladores desta Casa usarem para o bem e jamais para lançar sobre a sociedade dúvidas sobre as instituições organizadas. Não aceitamos tampouco que pessoas com cargos como o do ouvidor do Estado venha em público desacreditar a Polícia Militar para seu prazer pessoal ou qual interesse escuso ele defenda.
Somos legalistas, acreditamos que a justiça será feita. “Deus não fará tudo, para não nos retirar o livre arbítrio e a parte de glória ou castigo que nos cabe” (M). Instituições da maior credibilidade como a OAB, Ministério Público e Imprensa, acompanharão cada passo desta investigação e com toda a certeza não vestirão togas para julgamentos que não são de sua competência e nem tampouco farão coro com quem só deseja execrar pessoas e entidades com o intuito de se promoverem, pois ficou bastante claro depois da exumação do corpo do motociclista que os PMs não cometeram nenhuma execução, nenhuma tortura como queriam os aproveitadores de plantão. E de agora em diante não há mais espaço para falsas denúncias, não tem como subirem em palanques e julgarem por simples conveniência, como já dissemos, entidades comprometidas com a verdade estão acompanhando este processo e a sociedade não se deixará enganar por oportunistas.
Nós, policiais militares, estamos compromissados com a defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana. E não nos acovardamos mesmo diante do perigo de colocarmos nossa vida em risco em favor de nossa sociedade, e não seremos omissos nem usaremos qualquer meio ilícito para fugirmos de nossas responsabilidades.
Donizette Vieira - diretor da Associação dos Cabos e Soldados - Bauru