08 de julho de 2026
Nacional

Lula quebra tradição do 1 de Maio

Folhapress
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Brasília - Pela primeira vez desde 1981, ano que compreende o período final do regime militar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá hoje à tradicional missa em comemoração do Dia do Trabalho na Igreja Matriz de São Bernardo do Campo (SP). Ao não comparecer à missa, o presidente quebra uma promessa que fez em maio de 2003, primeiro ano de mandato, no local.

“Podem ficar certos de que a cada 1 de Maio eu estarei aqui, nesta igreja, neste mesmo horário, para, a cada ano, ir prestando contas das coisas que nós vamos fazer”, afirmou, em discurso na igreja.

No mesmo dia, o petista repetiu a promessa: “Quero dizer a vocês, companheiros da Pastoral Operária, que podem ficar certos que todo 1 de Maio, às 9h da manhã, o presidente da República estará aqui para prestar contas do que estamos fazendo neste País”.

Lula participa da Missa do Trabalhador desde o final dos anos 70. Participou da missa de 1979 e, no ano seguinte, preso pela ditadura militar, foi representado por familiares. Como presidente, Lula esteve em todas as missas, algumas comandadas pelo então cardeal-arcebispo de São Paulo d. Cláudio Hummes, que, durante as greves do ABC paulista, recebeu o apelido de “bispo dos operários”.

De acordo com a assessoria do Planalto, Lula sempre considerou a missa como um compromisso familiar. Mas, como neste ano a família do presidente está na capital federal, não haveria necessidade de retornar com todos os seus familiares para São Bernardo do Campo por conta da missa. O presidente será representado na missa do Dia do Trabalho pelo ministro Luiz Marinho (Previdência).