Rio de Janeiro - Seis pessoas foram feridas por balas perdidas ontem e um suposto criminoso morreu durante ação da Polícia Militar (PM) na favela Vila Cruzeiro (Penha, zona norte do Rio) em busca dos criminosos que mataram na véspera os soldados Marco Antônio Ribeiro Vieira e Marcos André Lopes da Silva. Veira tinha 33 anos. Silva, 31 anos.
Foram mortos com mais de 30 tiros na esquina da rua João Vicente com a estrada Henrique de Melo (Oswaldo Cruz, zona norte). Ali, em 7 de fevereiro deste ano, João Hélio Fernandes Vieites começou a ser arrastado do lado de fora do carro de sua família, roubado por assaltantes. Sete quilômetros adiante, o carro foi deixado. Aos seis anos, João estava morto.
A ação dos criminosos contra os dois PMs ocorreu por volta das 19h30. De acordo com testemunhas, cerca de dez homens em três carros chegaram ao local e dispararam contra a patrulha. Vieira morreu no banco do carona. Silva, no Hospital Carlos Chagas.
Comemoração
Testemunhas do crime disseram ter visto os assassinos deixarem o local como se estivessem festejando, disparando tiros de fuzil para cima. Ainda na noite de ontem, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque ocuparam a Vila Cruzeiro, de onde teriam saído os criminosos em um Astra prata, um Corolla e um Gol.
De manhã, houve confronto. Com tiros na barriga, peito, braços e pernas, foi morto Marcos Vinícius Pontes, 30 anos, o Gato Preto, apontado como integrante da quadrilha da área. Os tiros ainda atingiram seis pessoas que estavam próximas, entre elas, um idoso de 82 anos, ferido com tiros na bacia e no braço.
Exército
Homens do Exército realizaram ontem uma operação na favela do Muquiço, em Guadalupe (zona norte do Rio de Janeiro), para tentar localizar os responsáveis por invadir, no mês passado, um conjunto residencial ocupado por militares, na mesma região.
Nenhum suspeito, no entanto, foi localizado. A ação contou com cerca de 350 militares e mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Militar. Segundo o Comando Militar do Leste, uma moto e cinco carros roubados foram apreendidos durante os trabalhos.
O ataque ao Conjunto Habitacional Getúlio Vargas ocorreu no início de abril. Na ocasião, os criminosos invadiram o local e dispararam tiros contra a residência do terceiro sargento do Exército Derquis Martins de Aguiar. Ele não ficou ferido.
Apontados pela Polícia Militar como traficantes de drogas da favela do Muquiço, os criminosos teriam ido diretamente ao imóvel de Aguiar. Houve confronto e o Exército ocupou o conjunto habitacional para proteger os moradores.