São Paulo - A Polícia Civil de São Paulo, após um ano de investigação, deflagrou na madrugada de ontem a Operação Viveiro, para desmontar uma quadrilha de sonegadores de impostos. Doze pessoas foram presas, entre elas um argentino, líder do esquema, e quase R$ 200 mil foram apreendidos - 90 policiais e 35 viaturas foram usadas.
Os 12 mandados de prisão e os 19 de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Praia Grande, São José dos Campos, Taubaté, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Juquitiba, São Carlos e Santo André.
A quadrilha, que atuava desde 2001, era liderada pelo argentino Claudio Daniel Mussa, preso na Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. Ele e os outros presos são acusados de estelionato, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e evasão de divisas.
Além das prisões, a polícia apreendeu em escritórios e residências R$ 95 mil em dinheiro, R$ 150 mil em relógios de luxo e jóias, dois carros Mercedes e um Audi.
Segundo a polícia, a quadrilha abria uma determinada empresa e após certo tempo de funcionamento decretava sua falência, para fugir do pagamento de impostos.
Em seguida, abria outra empresa em nome de outras pessoas e repetia o esquema, sucessivamente. Em uma ano de investigação, 13 empresas foram abertas, algumas delas em outros Estados (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e países (Uruguai e Argentina).
A estimativa da polícia é de que, nos últimos quatro anos, pelo menos R$ 14 milhões em impostos tenham sido sonegados.
A investigação da Polícia Civil de São Paulo começou em maio de 2006, após denúncia do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Desde então, a polícia realizou uma série de interceptações telefônicas (com autorização da Justiça) e infiltrou informantes nas empresas sonegadoras.