Desde a Antiguidade, o erotismo envolve a humanidade vinculado à fantasia do prazer sexual. O erotismo relacionado à imagem feminina transforma os corpos numa obra de arte.
“O Banquete de Platão” é o mais antigo texto sobre erotismo, que conta a origem lendária da humanidade. Ela era composta por Andrógenos, seres da mais perfeita forma do homem e da mulher, mas estes seres cometeram o erro de desafiar Zeus, que os castigou, separando-os em dois seres distintos. O homem e a mulher, a partir daí, passaram a procurar sua metade, sua alma gêmea. No encontro, há uma forte atração e eles usam o erotismo para se fundir e voltar à perfeição, mas continuam como diferentes indivíduos. Segundo a criação Cristã, Adão e Eva são expulsos do paraíso por experimentarem a fruta do pecado: a maçã, que é suculenta, aromatizada e vermelha.
Os homens excitam-se com imagens e figuras do corpo feminino, pois enfatizam o visual. A publicidade usa desse artifício para mexer com os instintos masculinos. Apelando para o prazer sexual, criam suas propagandas e vendem seus produtos usando a sensibilidade e o desejo sexual do homem.
Comerciais de cerveja chinelo, perfumes, lenços de papel, entre outras, exploram o corpo da mulher para mostrar ao homem que tanto o corpo feminino quanto seu produto em exibição podem satisfazer o desejo masculino. Através da idolatração do corpo, das formas da mulher, o homem excitado busca com o consumo do produto, saciar sua vontade, sua fantasia.
No inconsciente encontram-se todas as nossas fantasias. A publicidade é capaz de interligar consciente e inconsciente, alcançando a necessidade de prazer concretizada por intermédio de mulheres sensuais que, além do corpo seminu, apresentam expressão corporal e facial sedutora, como se esperassem que os homens as possuíssem. Esse é o grande fascínio do marketing. Os comerciais invadem a mente humana deixando subentendido que existe necessidade de consumo. Eles encantam pela arte dos corpos nus.
A publicidade possui a habilidade de compreender o homem. A criação da mente humana alcança os mais íntimos desejos levando o homem a tornar-se o ser consumista da nossa sociedade que vive para o consumo, para a necessidade de ter, insaciável e infinita.
Bárbara Martins Pereira - estudante - RG 35.676.816-6