09 de julho de 2026
Internacional

Uribe tenta conquistar democratas nos EUA

Folhapress
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Washington - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, começou ontem uma visita de três dias aos Estados Unidos em que tentará convencer o Congresso americano, de maioria democrata, a aprovar o Tratado de Livre Comércio (TLC), entre os EUA e a Colômbia, e uma ajuda de US$ 600 milhões, parte do Plano Colômbia para o combate ao narcotráfico e à guerrilha em seu país.

O esforço de relações públicas em Washington teve resultados diversos.

Em palestra para empresários do Conselho das Américas, Uribe foi aplaudido de pé. Mas enfrentou protestos com manifestantes que o chamavam de “assassino”. Graças à prisão de deputados aliados de Uribe, acusados de ligações com os paramilitares, o antes principal aliado americano na América do Sul caiu em desgraça em certos círculos nos EUA.

Os paramilitares são matadores contratados por fazendeiros para matar guerrilheiros. Os dois grupos têm envolvimento com narcotráfico e seqüestros.

Na semana passada, o ex-vice-presidente Al Gore, ídolo do movimento ambientalista, negou-se a participar de um evento com Uribe.

Um relatório divulgado pela AFL-CIO, a principal central sindical americana, às vésperas da viagem de Uribe, denunciava a morte de 4.000 sindicalistas pelos paramilitares desde os anos 80.

Uribe disse que o número de assassinatos e seqüestros caiu durante o seu governo.