09 de julho de 2026
Internacional

Chávez ameaça estatizar usina e intervir nos bancos por ‘monopólio’

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Turquia - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou ontem nacionalizar a siderúrgica Sidor, que tem a empresa brasileira Usiminas entre as suas acionistas, e intervir nos bancos privados caso se recusem a seguir diretrizes do governo.

“A Sidor produz aço e criou um monopólio por meio de umas empresas que tem, e só dão matéria-prima a essas empresas. Então nós temos de trazer tubos da China. Se a Sidor não aceitar desde agora mudar esse procedimento, vão me obrigar a nacionalizar também, como fizemos com a Cantv”, afirmou Chávez, em referência à maior empresa de telefonia e internet do país, estatizada há dois meses.

O presidente venezuelano, no entanto, disse que prefere não nacionalizar a empresa por ter capital latino-americano.

A Sidor é a maior siderúrgica da Venezuela. Localizada à beira do rio Orinoco, tem 60% de suas ações controladas pela Ternium, multinacional da qual a Usiminas participa.

No caso específico da Sidor, a empresa brasileira controla 16,6% das ações por meio do Consórcio Amazônia, de acordo com o site da Usiminas. Já sobre os bancos privados, Chávez ameaçou criar leis mais rígidas caso não aumentem a oferta de empréstimos no mercado doméstico.

“Se os bancos privados não querem cumprir com isso, que saiam. Tenho a esperança de que os venezuelanos e as pessoas de outros países que estão à frente de instituições bancárias, Sidor e empresas de alimentos, que não partam, que reflitam”, disse.

As declarações de Chávez, durante um ato no Estado de Carabobo, fazem parte de uma série de ameaças de nacionalização que o presidente venezuelano tem feito desde o início do ano.

Dessas, apenas duas foram cumpridas, a da Cantv e da empresa Eletricidade de Caracas. Outras ameaças não prosperaram até agora.