08 de julho de 2026
Politicando

Santo fraco

Paulo Casério
| Tempo de leitura: 1 min

O ano era 1969. Fase final da segundona do Campeonato Paulista, com Noroeste, Ponte Preta, Linense e Catanduva. Pensando em como conquistar o acesso, noroestinos quebravam a cabeça no cassino do BTC. Foi quando num grupo em que estávamos Cláudio Amantini, eu e amigos surgiu a informação de que havia um pai-de-santo, o Borjão, que era tiro-e-queda. Aliás, de tão famoso Borjão fazia trabalhos até para o Santos, na época. E morava em Bauru. Fomos então eu, Fernando Horta, Evandro Ribeiro e Roberto Oliveira ao Vista Alegre para contratar o Borjão. Ele cobrou o que hoje seriam mais ou menos R$ 3 mil para fazer o Noroeste campeão.

Procuramos em seguida o General Gorreta, presidente do Norusca, que por ser espírita afirmou que não daria certo e que por isso não poderia pagar. Mas por decisão de Amantini mantivemos a contratação assim mesmo. Borjão garantiu que o primeiro jogo, contra a Ponte, seria 3x0 para o Noroeste. Acertou o placar, só que quem ganhou foi a Ponte, de Manfrini, Dicá, Roberto Pinto e Ocimar. Fomos cobrar o Borjão pelo tiro pela culatra e ele nos disse, de bate-pronto, com a maior calma do mundo:

- “Fizeram um serviço mais forte lá em Campinas...”