09 de julho de 2026
Política

Bancada dos ‘acusados’ tem produtividade baixa

Alceu Luís Castilho
| Tempo de leitura: 2 min

O que têm em comum Vadão Gomes (PP), Valdemar Costa Neto (PR) e os petistas Antonio Palocci, José Mentor, João Paulo Cunha e Ricardo Berzoini? Além de terem seus nomes citados em escândalos durante o ano de 2006, eles se destacam negativamente na bancada paulista: estão entre os últimos colocados na lista dos que mais fizeram discursos ou proposições, conforme levantamento feito pela reportagem do Jornal da Cidade.

O ex-ministro Palocci, por exemplo, demitido após o episódio da violação do sigilo de um caseiro, até aparece entre os mais assíduos no plenário: faltou três vezes, em 60 sessões, e justificou as ausências. Mas fica sentado durante as sessões. Não costuma ir ao burburinho do plenário e evita o microfone: discursou somente duas vezes desde o início da atual legislatura. Mas alguns de seus colegas estão ainda mais calados. Ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha não usou uma única vez o microfone em 2007. O mesmo se passa com José Mentor, Vadão Gomes e Valdemar Costa Neto, todos personagens do caso conhecido como escândalo do mensalão, em 2006 – no qual todos foram absolvidos pelos colegas, à exceção de Costa Neto, o Boy, que renunciou ao mandato e foi reeleito.

Ricardo Berzoini, que discursou apenas uma vez, não apresentou nenhuma proposição este ano – e portanto nenhum projeto de lei. É o mesmo caso de Palocci e Vadão. José Mentor não fica muito atrás: aparece com somente uma proposição. Costa Neto, com duas. João Paulo Cunha, com quatro.

A assiduidade também não foi o forte da maioria desses deputados – à exceção de Palocci e de Costa Neto. Mas o caso de Boy é peculiar. Ele faltou somente duas vezes ao plenário, sendo uma falta justificada. Nas comissões, porém, compareceu uma vez e faltou outra – num universo de somente duas reuniões possíveis. À exceção do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia, e do líder do PSDB, Pannunzio, todos os demais deputados participaram de dezenas de reuniões em comissões.

José Mentor foi o mais ausente: faltou 11 vezes em plenário (em 60 sessões) e faltou 19 vezes, em 26 reuniões possíveis em comissões. Os demais até foram assíduos no plenário: João Paulo Cunha justificou as três faltas e Ricardo Berzoini esteve presente em todas as sessões. Mas Cunha faltou a 10 das 26 reuniões em comissões, e Berzoini, em 7 – entre 17. (ALC)