09 de julho de 2026
Regional

Operação apreende 240 caça-níqueis

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Em uma operação policial foram apreendidas ontem, em Jaú (47 quilômetros de Bauru), 240 máquinas caça-níqueis em diversos estabelecimentos comerciais e em um depósito. Ainda foram apreendidos R$ 17 mil em dinheiro, 50 cheques de valores diversos e uma arma em um escritório.

Denominada Operação Mandraque, a investida contra o jogo de azar com uso de máquinas eletrônicas em Jaú foi autorizada pelo juiz da 1ª Vara Federal de Jaú, Rodrigo Zacharias, que deferiu mandado solicitado pelo procurador da República em Jaú, Marcos Salati, representante do Ministério Público Federal (MPF).

Conforme informações do MPF, há indícios de que o gerenciamento do jogo de azar na microrregião de Jaú era feito de um escritório, no Centro Empresarial, localizado na rua Lourenço Prado, no Centro. Com mandado de busca e apreensão, no local foram apreendidos documentos, dinheiro, cheques e uma arma. Conforme a Procuradoria, o escritório centralizaria as operações ilegais de máquinas eletrônicas distribuídas em Barra Bonita, Igaraçu do Tietê, Bariri, Dois Córregos e Mineiros do Tietê e ainda Jaú.

Apreensão

A apreensão de caça-níqueis em Jaú foi feita pela manhã e à tarde em bares e restaurantes, de onde foram recolhidos 85 máquinas. Em um depósito foram apreendidas mais 155, totalizando 240 caça-níqueis. As máquinas apreendidas vão passar por perícia para a comprovação da prática de crimes de contrabando ou descaminho, além da contravenção da prática de jogo de azar.

Caso comprovado, os proprietários dos locais onde foram levadas as máquinas responderão pela contravenção (artigo 50 da Lei de Contravenções Penais) e os proprietários das máquinas pelos crimes de contrabando ou descaminho (artigo 334 da Lei Penal Brasileira).

A Operação Mandraque foi iniciada às 7h e mobilizou 65 pessoas, divididas em oito equipes, integradas por 17 policiais federais, 40 policiais militares de Jaú e oito auditores da Receita Federal de Bauru.

A coordenação das ações foi feita por Salati em conjunto com o delegado federal Carlos Alberto Fazzio Costa, chefe da Delegacia de Polícia Federal de Bauru, a auditora fiscal Maria de Lourdes Robles e o tenente-coronel PM José Humberto Nardo, comandante do 27º BPM/I de Jaú.