08 de julho de 2026
Auto Mercado

Lenda recontada

Diogo de Oliveira - Auto Press
| Tempo de leitura: 3 min

Já se passaram 43 anos desde o lançamento do superespor-tivo Porsche 911, em 1964. Mas a marca alemã sempre encontrou um jeito de reinventá-lo no decorrer das quatro décadas. O bólido, que é vendido no Brasil nas versões Carrera - S, 4S, cupê, cabriolet e Targa -, e nas versões GT3 e Turbo Cupê, voltará a ter um modelo descapotável a partir do dia 8 de setembro.

Na data, a tradicional fábrica de Stuttgart, na Alemanha, retoma a produção do 911 Turbo Cabriolet, lançado pela primeira vez há exatos 20 anos, em 1987. A versão conversível do 911 virá na mesma - e mais recente - base do Turbo cupê, lançada durante o Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça, em fevereiro do ano passado.

Na adaptação para o modelo “sem teto”, a Porsche precisou reforçar o interior do 911 com estruturas de proteção contra capotagem. Barras de aço foram colocadas atrás dos bancos e nas três divisórias que sustentam o teto de lona retrátil - que leva 20 segundos para abrir ou fechar.

Com a nova estrutura, o superesportivo ganhou 70 quilos, passando a pesar 1.655 quilos totais na versão com câmbio manual. Com o câmbio automático Tiptronic S, o peso do 911 Turbo Cabriolet sobe para 1.690 - um acréscimo 35 kg. Mesmo com os “quilinhos a mais”, sua relação peso/potência se mantém incrível: são apenas 3,3 kg/cv, que permitem ao modelo chegar à velocidade máxima de 310 km/h.

Tal capacidade está diretamente ligada à unidade de força, posicionada atrás do eixo traseiro. O 911 Turbo Cabriolet virá equipado com o poderoso motor Boxer 3.6 litros biturbo de seis cilindros e turbina de geometria variável VTG. O trem de força despeja nada menos que 486 cavalos a 6.000 giros, com torque máximo de 63,2 kgfm disponíveis já aos 1.950 rpm, mas que permanecem firmes até os 5.000 rpm. Com essa resposta, o resultado é de arregalar os olhos: são necessários apenas 3,9 segundos para ir de zero a 100 km/h com transmissão manual e um milésimo de segundo a menos com o câmbio Tiptronic S. Já para ir de zero a 200 km/h, o superesportivo da Porsche leva 12,2 s.

Além da alta performance do motor Boxer, a versão Turbo Cabriolet terá ainda o pacote opcional Sport Chrono Turbo - herdado da versão Turbo cupê. Um botão junto ao câmbio - manual ou automático - aciona a função overboost, que eleva a pressão no turbocompressor por até 10 segundos e faz o torque máximo subir para 69,3 kgfm. Assim, as retomadas de 80 km/h a 120 km/h ficam 0,3 segundo mais rápidas.

Para suportar a força colossal, o 911 Turbo Cabriolet virá de série com tração integral permanente PTM - Porsche Traction Management -, auxiliada de perto pelo câmbio multidisco com controle eletrônico, que distribui a força entre os eixos conforme a aderência ao solo de cada um. Além desses, estarão presentes também no modelo descapotável os mesmos e modernos sistemas de estabilidade e suspensão da versão cupê: o PASM - Porsche Active Suspension Management - e o PSM - Porsche Stability Management.

Entre os equipamentos de segurança, o 911 conversível terá freios a disco ventilados de 350 milímetros nas quatro rodas. Mas o material poderá ser substituído por discos de cerâmica opcionais, 17 quilos mais leves e mais resistentes ao aquecimento. Seis airbags completam a lista de fábrica, que conta, ainda, com elementos aerodinâmicos.

O aerofólio traseiro fica fixo entre as lanternas afiladas e se ergue automaticamente quando o modelo atinge 120 km/h. Estão presentes ainda quatro entradas de ar nos pára-lamas traseiros, à frente das rodas de aço de 19 polegadas. E dos equipamentos a bordo, a lista de itens de série inclui também faróis bixenôn, ar-condicionado, defletor de vento, caixas acústicas da marca Bose e sistema de comunicação com navegador GPS e monitor a cores de 5,8 polegadas.

Pelo modelo, a Porsche pede 126 mil euros. Mas quando chegar no Brasil, no início de 2008, o 911 Turbo Cabriolet certamente vai custar mais que a versão Turbo cupê, vendida aqui por US$ 358 mil - algo em torno de R$ 710.535,00.