09 de julho de 2026
Geral

Empresa aposta em vela de Frei Galvão

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Apenas sete dias após ser santificado, o brasileiro Frei Santo Antônio de Sant’ Ana Galvão já dispõe de vela própria. Somente nesta semana, 20 mil unidades foram distribuídas no comércio para atender os devotos de Bauru e região. Em 30 dias, a Marchi Comércio de Artigos Religiosos colocará no mercado outras 30 mil unidades.

Produzidas em Bauru com a tradicional cera branca, cada peça tem como diferencial a imagem e a oração do santo, embaladas junto. “Me surpreendi com os pedidos. Não esperava que fosse tão grande”, admite o supervisor de vendas da firma, Antonio Carlos Francisco, conhecido como Cebola.

Além de cidades próximas, como Piratininga, Agudos, São Manuel, Botucatu e Jaú, ele também distribuiu as velas na região de Campinas. Em todos os casos, priorizou apenas clientes antigos. Mesmo assim, ainda está na expectativa quanto à reposição da mercadoria.

Num supermercado da cidade, a vela do Frei Galvão chegou ontem, foi colocada num local menos favorecido e pouco tempo depois uma unidade já havia sido vendida. Se o santo for capaz de garantir o “milagre” da multiplicação das velas, a produção da Marchi poderá até precisar de mais funcionários.

Atualmente, oito trabalham para dar conta da demanda, mesmo que tenham que fazer hora extra, explica Cebola. Antes da canonização, eles já fabricavam e embalavam 100 mil velas por mês, o equivalente a 12 toneladas. As do santo têm 15 centímetro de cumprimento e cinco de diâmetro. O valor de cada unidade varia entre R$ 3,50 e R$ 4,00.

História

Passados 185 anos de sua morte, o paulista Frei Santo Antônio de Sant’ Ana Galvão foi canonizado pelo papa Bento XVI há uma semana, numa megamissa campal em São Paulo. Conforme o JC já divulgou, ele é um santo 100% nacional - nasceu em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, e viveu em São Paulo.

Seu primeiro milagre ocorreu em 1990. Uma menina de São Paulo estava internada numa UTI e já havia sido desenganada pelos médicos. Sarou sem explicação. Com fé, sua família havia pedido a cura a Frei Galvão. O Vaticano reconheceu o milagre e canonizou o frade em 1998.

O segundo milagre veio em 1999. Uma gravidez de altíssimo risco, que tinha tudo para ter as piores conseqüências para a mãe e para o bebê terminou quase sem problemas. A criança nasceu com uma doença grave, mas curou-se logo em seguida, também sem explicação. Por causa desse milagre Frei Galvão foi elevado ao status de santo.

Nos dois casos, as pessoas envolvidas tomaram suas famosas pílulas, que também são distribuídas em Bauru, pelo Mosteiro da Imaculada Conceição e São José, no bairro Ferradura Mirim.