09 de julho de 2026
Regional

GOE de Jaú nega suposto abuso policial

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O comando do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Jaú (47 quilômetros de Bauru), nega que policiais da corporação tenham feito abordagem inadequada a um senhor septuagenário no final do mês passado, em Barra Bonita. O caso levou a Corregedoria da Polícia Civil de Jaú a investigar a denúncia do suposto abuso policial.

Segundo o coordenador do GOE em Jaú, o delegado Edmilson Bataier, os policiais agiram dentro das prerrogativas que se apresentavam a eles no momento. Ele explica que uma equipe do GOE foi solicitada a ir até a cidade de Barra Bonita para proteger a população, uma vez que havia informação da existência de veículos de outra cidade para perpetrar um resgate de presos da Cadeia local.

“Nós (do GOE) fomos lá para dar auxílio à polícia da Barra para ajudar a proteger a população e proteger o público numa eventual situação de resgate (de presos)”. O delegado lembra ainda que a abordagem ao aposentado Rosalvo Joaquim de Jesus, 73 anos, foi efetuada porque ele cometeu uma infração na direção do seu veículo, um Ford Ka.

“Ele passou sobre o canteiro da avenida Narcisa Chesine Ometto. E se não bastasse, o veículo foi parar na outra via e desceu na contra-mão, vindo novamente a subir na calçada”, detalha. De acordo com Bataier, além da direção perigosa, o veículo estava com os vidros fechados, com insulfilmes, e possui placas de Itaquaquecetuba.

“Como ele demorava e se negava a abrir o carro que tinha insulfilme, a abordagem é de uma forma ostensiva. Eles (os policiais) descem realmente armados, é padrão”, justifica o coordenador do GOE.

Segundo Bataier, a avenida onde ocorreu a abordagem fica a poucas quadras da Cadeia Pública, ou seja, local que estava sendo patrulhado pela equipe do GOE para evitar qualquer tentativa de resgate de presos.

O coordenador do GOE não acredita que os policiais que fizeram a abordagem tenham ofendido o aposentado acusando-o de estar alcoolizado, conforme ele teria dito à família. “Os policiais negam a afirmação e eu posso dizer que embora não estivesse ali presente, eu participo dos treinamentos e confio na equipe que tenho”, conclui, ressaltando que o aposentado foi levado até a Delegacia em uma viatura da polícia de Barra Bonita e que não ficou em compartimento de presos.