18 de junho de 2026
Cultura

Plebe Rude encerra Virada Cultural

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Com disco de composições inéditas recém-lançado (“R Ao Contrário”), a Plebe Rude fecha a Virada Cultural de Bauru amanhã, às 17h, no Parque Vitória Régia, com um dos shows mais aguardados da programação. Uma das mais importantes bandas do rock brasileiro na década de 1980, o grupo mantém esse posto sem nunca ter emplacado trilhas de novelas ou playbacks em programas de auditório.

A formação atual da Plebe Rude, que desde 2004 vem excursionando pelo País, conta com Philippe Seabra (vocal e guitarra) e André X (baixo), remanescentes do grupo original, e ainda Clemente (guitarra e vocal), também integrante do Inocentes, e o baterista Txotxa, ex-Maskavo Roots.

A volta da banda, em 2000, foi marcada pelo lançamento do disco ao vivo “Enquanto a Trégua Não Vem”, com produção de Herbert Vianna e que revisitou as canções mais representativas da trajetória do grupo, como “Brasília”, “Johnny Vai à Guerra”, “Até Quando Esperar”, “Códigos”, “Bravo Mundo Novo”, “Proteção” e “Medo”.

Com “R Ao Contrário”, produzido pelo próprio Seabra, a banda apresenta 12 faixas que remetem diretamente à sonoridade do pós-punk e da verve política que a Plebe defendia em música e discurso. Ao mesmo tempo, as canções comprovam a maturidade dos integrantes, especialmente do vocalista, e da aparente satisfação com o papel que representou e os temas que defendeu em sua trajetória.

A entrada de Clemente na Plebe começou quando Seabra e o guitarrista e vocalista do Inocentes se encontraram em um tributo ao The Clash. Um ano mais tarde, já com Txotxa recrutado, o grupo subia ao palco do Circo Voador, no Rio, para seu primeiro show.

No show de amanhã, a Plebe Rude deve mostrar “O Que se Faz”, primeira faixa de trabalho, que homenageia o grupo escocês Big Country – com arranjo mais cru do que na versão do disco, que tem até mesmo gaita de fole. Outras que devem estar no set list são “Mil Gatos no Telhado”, “Vote em Branco”, “Discórdia”, “E Quanto a Você?” e “Dançando no Vazio”.

Uma apresentação que promete ser histórica, caso tudo corra bem, para finalizar um final de semana que ficará marcado na Cultura de Bauru.

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Vânia Bastos relembra sucessos

Prestes a lançar o CD e DVD “Tocar na Banda”, gravado ao vivo no final de 2005, Vânia Bastos se diz em um dos momentos mais tranqüilos de sua carreira, em mais de 26 anos. “Consigo olhar para minha carreira com satisfação. Percebo o prestígio das pessoas com relação a mim. É legal, é toda uma vida que você dedicou e as pessoas têm respeito, apesar de eu nunca ter tido nenhum sucesso bombástico”, comenta, em entrevista por telefone ao JC Cultura.

Para sua participação na Virada Cultural de Bauru, no Teatro Municipal amanhã, às 16h, ela será acompanhada pelo pianista Fábio Torres. “Não é necessariamente um show intimista porque o Fabinho quebra muito (risos)”, brinca.

Segundo a cantora, “Tocar na Banda” pretende resumir sua história, a participação em bandas como Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé, e sua carreira solo. O show que ela traz a Bauru não deve fugir muito dessa proposta. “É um apanhado da minha carreira, bem abrangente, com um pouco de cada disco, coisas do Clube da Esquina”, comenta. “Fiz muitos shows em Bauru, acho que é a cidade do Interior onde mais me apresentei. Fico muito feliz em voltar”, completa.

No repertório escolhido para a tarde de domingo, devem estar canções como “Paulista”, “Canta Mais”, “Você Não Entende Nada” e “Trem das Cores”, de Caetano Veloso, “Luiza”, de Tom Jobim, “Casaco Marrom”, “Chegou a Bonitona” e “Tocar na Banda”.

“Acho que esse também é um momento legal porque meus discos foram relançados. Cansei de escutar que as pessoas não achavam os CDs, e agora tem cinco deles nas lojas”, finaliza. (DM)

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Quinteto em Branco e Preto faz show de samba na madrugada

O samba raiz, tradição paulistana, vai invadir a madrugada na Virada Cultural de Bauru. O Quinteto em Branco e Preto se apresenta no Teatro Municipal, à 1h, em um show com os principais sucessos do grupo e ta Formado em 1997 na zona Sul de São Paulo, o quinteto é Everson Pessoa (violão e voz), Maurílio de Oliveira (cavaquinho e voz), Victor Pessoa (surdo e voz), Magno Souza (pandeiro e voz) e Yvison Pessoa (percussão e voz). Quando seu primeiro CD, “Riqueza do Brasil”, foi lançado, em 2001, o grupo já gozava de prestígio entre os maiores nomes do samba nacional.

A seleção das boas composições e a confirmação do trabalho, com “Sentimento Popular”, lançado em 2003, só angariou mais fãs anônimos e ilustres ao QBP: Jorge Aragão, Noca da Portela, Wilson Moreira, Guilherme de Brito, Monarco – que também se apresenta na Virada Cultural, ao lado do grupo Samba Rahro -, Paulinho da Viola, e em especial a madrinha do grupo, Beth Carvalho.

Além dos shows e participações em apresentações de outros nomes do samba, o Quinteto em Branco e Preto também integra a Comunidade Samba da Vela, criada em 2000 em Santo Amaro.