10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Viagens à Europa aumentam até 25%

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 3 min

Com as atuais cotações em baixa do dólar e até mesmo do euro, muitos consumidores estão aproveitando a oportunidade - em muitos casos, a primeira - de fazer viagens aéreas ao Exterior. A preferência do público para as férias de julho, conforme consulta feita pelo Jornal da Cidade em agências de turismo de Bauru, aponta para países da Europa. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas de pacotes turísticos para localidades européias aumentaram até 25%. Os Estados Unidos também têm vários destinos escolhidos por muitas famílias que decidiram curtir as férias escolares do meio do ano fora do Brasil. Para destinos como Nova York e Disney, a procura já está de 15% a 20% superior à registrada no mesmo período de 2006. Ontem, o dólar comercial foi negociado a R$ 1,952 para venda, em queda de 0,91% no final desta sexta-feira. Dólar barato, estabilidade econômica e parcelamento das viagens fazem parte da resposta que explica o aquecimento do mercado de turismo, com a acentuada venda de passagens e pacotes aéreos para o Exterior. Segundo o agente de viagens Jair Sarto, a defasagem cambial do dólar em relação ao real é a principal responsável pelo aumento do turismo internacional.

“Na alta temporada, que vai de 15 de junho a 23 de julho, os custos de serviços como as passagens aéreas e hotéis são mais altos. Mesmo assim, é possível conseguir diferenças de até R$ 0,40 para cada real gasto com o mesmo pacote do ano passado”, afirma.

Economia

O agente lembra que a cotação da moeda norte-americana girava em torno de R$ 2,35 em julho do ano passado, podendo chegar a R$ 2,40. Atualmente, um dólar chega a ser cotado a R$ 1,99 pelas operadoras de turismo. Ontem, segundo o proprietário de uma das agências de viagens consultadas pelo JC, Renan Colete Tech, o câmbio do dólar para pacote (passagem, traslado, hotel e city tour) girava em torno de R$ 2,07.

Já o valor da moeda para o cálculo das passagens era de R$ 1,97. Assim, uma passagem para Londres, que custa US$ 915,33, em julho do ano passado sairia por R$ 2.176,00. Agora, pode ser comprada por R$ 1.800,00. A economia para o consumidor é de R$ 376,00.

Segundo o proprietário de outra agência de turismo Hugo Pinheiro Machado Neto, o aumento das viagens para o Exterior não atingiu somente os destinos europeus. Para o empresário, a América Latina, em especial os destinos invernais como Buenos Aires, na Argentina, Santiago e os Lagos, no Chile, são opções mais baratas e alternativas para quem pretende ir a outro país aproveitando a atual cotação do dólar.

Os países latinos ainda servem de alternativa para os turistas que não conseguem visto de permanência para entrar nos Estados Unidos. Em relação aos países europeus, Itália, Espanha, França e Portugal ainda lideram as listas de mais procurados pelos brasileiros.

Brasil

Para as viagens aéreas dentro do território brasileiro, como cidades do Nordeste do País, os custos mantêm-se os mesmos, já que as quedas dos preços de viagens internacionais são causadas pela variação cambial. Além disso, há o chamado “custo Brasil”, que mantém taxas de hotéis e tarifas aéreas em alta.

“Felizmente, as empresas aéreas estão fazendo reduções nos preços das passagens para os destinos dentro do Brasil. Isso pode aquecer o mercado interno também”, salienta o empresário Hugo Pinheiro Machado Neto, proprietário de agência de viagens em Bauru.

Em relação aos reajustes das passagens e pacotes internacionais, as agências informam que os preços são revistos anualmente pelas operadoras de turismo. São levadas em conta variações nas tarifas aéreas e de hotéis, além da inflação internacional. O percentual varia de 3% a 4% ao ano nos valores de passagens e pacotes. (DD)