O Hospital Estadual (HE) e a família de um menino de 6 anos que sofre de distrofia muscular progressiva registraram boletins de ocorrência um contra o outro, ontem, em Bauru. Enquanto a família acusa uma enfermeira da entidade de ter danificado o respirador utilizado pelo garoto, a unidade de saúde denuncia que a profissional foi intimidada.
O problema começou na quarta-feira passada, quando o menino foi internado para uma cirurgia. De acordo com Adriana Rios de Olveira, mãe do paciente, a enfermeira insistiu que a família levasse o respirador utilizado pelo menino, alegando que a unidade de saúde não poderia oferecer o aparelho. No hospital, a funcionária teria ligado o respirador em uma tomada com voltagem diferente, o que teria queimado o umidificador do aparelho.
Já o Hospital Estadual alega que o respirador estava com problemas quando chegou na unidade. De acordo com a assessoria da entidade, a equipe do hospital teria observado o problema no umidificador do equipamento, mas a própria mãe teria informado que ele já estava com defeito há algum tempo. A enfermeira, segundo o HE, sugeriu à mãe que chamasse suporte técnico oferecido por uma empresa que presta assistência especializada 24h, mas a proposta foi recusada. Durante o tempo em que ficou internado, o hospital emprestou o umidificador para o respirador do menino.
De acordo com Oliveira, o seu marido, o policial militar Edson Zeferino, registrou boletim de ocorrência, expondo o problema. Na tarde de ontem, a enfermeira também registrou a sua versão dos fatos, acrescentando que na noite de anteontem, dois policias militares foram até o hospital saber informações sobre o problema do respirador. Os policiais foram atendidos pelo médico gerente da unidade.