Um taxista de Bauru ajudou a polícia a encontrar uma menina de 6 anos, de Birigüi, que estava desaparecida há anos. A mãe da menina, Luzinete dos Santos Silva, disse que filha, Beatriz dos Santos Silva, havia sido levada por uma cigana de nome Percília Nicolichi semanas após o nascimento, em 2000. Ela contou que, na época, enfrentava dificuldades financeiras e a cigana ofereceu-se para cuidar da menina. Porém, não conseguiu ter a criança de volta.
Após denunciar o desaparecimento da menina, no início deste mês, Ministério Público Estadual e as polícias Civil e Militar de Araçatuba fizeram uma força-tarefa para localizar Beatriz. E foi graças à ajuda do taxista bauruense Lázaro Francisco Sornas, 58 anos, que a menina foi resgatada, já em São Paulo.
Sornas, que trabalha na rodoviária de Bauru, foi contratado por duas mulheres que desembarcaram de um táxi no local por volta das 17h de anteontem. Junto com elas estava uma menina de 6 anos, Beatriz. Por volta das 17h20, o taxista seguiu em direção a São Paulo levando as três passageiras que, segundo teriam relatado, iriam a um velório de um parente em Tatuapé.
“O combinado é que quando eu chegasse em São Paulo, na marginal, eu ligasse para um rapaz, parente delas, para ver onde era o velório”, relata Sornas, que utilizou o seu aparelho celular para avisar ao suposto parente da chegada das passageiras Enquanto aguardavam o suposto parente das passageiras pegá-las, o taxista recebeu um telefonema da Polícia Militar de Bauru, solicitando que ele contatasse a polícia de Tatuapé. “Daí, eu pedi para o garçom da churrascaria ligar para a polícia”, conta Sornas. O número do telefone celular do taxista foi fornecido à PM de Bauru por seus colegas de trabalho, que sabiam que ele tinha saído para a corrida.
Enquanto isso, Sornas viu uma perua, ocupada por três homens, estacionar onde estavam. As três passageiras do táxi entraram no veículo e partiram com os supostos parentes. O segurança da churrascaria, já prevenido, anotou o número da placa do automóvel, que posteriormente foi abordado pela polícia.
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Pistas surgiram após prisão de acusados de magia negra
O Ministério Público teve pistas do paradeiro da criança após a prisão de Vera Petrovitch, 53 anos, e de seu filho Pero Petrovitch Theodoro Vichi, 19 anos, na quinta-feira, em Araçatuba. Eles foram presos depois que a polícia descobriu que havia um mandado de prisão expedido pela Justiça do Paraná contra eles, em virtude da morte de uma menina de 9 anos num ritual de magia negra, em Quatro Barras (PR).
A cigana informou à polícia que conhecia e sabia onde morava a mulher que estava com Beatriz. O caso vinha sendo investigado em sigilo pelo MP há 20 dias, quando a mãe biológica dela, Luzinete dos Santos Silva denunciou o crime ocorrido há quase sete anos. A dona de casa informou ao promotor que a filha havia sido levada por uma cigana chamada Percília Nicolichi, logo após o nascimento, em 2000. (Folha da Região/Araçatuba)
Abrigo
O promotor Rodrigo Mazzili Marcondes, de Birigüi, responsável pelas investigações, enviou mandado de apreensão da criança e uma equipe de policiais militares para trazerem a menina para a região. A cigana teve seus dados confirmados pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt, mas foi liberada. Para o promotor, as versões eram conflitantes e pelo tempo que a mãe levou para procurar a Justiça, é de “bom senso” que o caso seja melhor apurado. A garota chegou ontem em Birigüi e ficará temporariamente num abrigo para crianças. Segundo o promotor, a menina passará por tratamento psicológico antes que a Justiça decida com quem ela deva ficar. Marcondes informou também que ela estava bastante abalada, por causa do vínculo com a mãe de criação. O promotor não disse quando Beatriz irá se encontrar com a mãe biológica.(Folha da Região/Araçatuba)