10 de julho de 2026
Esportes

São Paulo e Palmeiras fazem clássico em papéis invertidos

Da Redação Com Agência Estado e Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - Os papéis se inverteram. O papa títulos dos últimos anos entra hoje em campo com a crise batendo à sua porta. E o time que há muito tempo não sabe o que é levantar um troféu começa o jogo como favorito. O atual campeão brasileiro contra o quase rebaixado em 2006. São Paulo x Palmeiras, a partir das 16h, no Morumbi.

Os palmeirenses estão tranqüilos, após duas vitórias na competição. Os são-paulinos, que perderam a última partida, ainda não se esqueceram da eliminação da Libertadores. “O São Paulo vive uma fase ruim, coisa pela qual qualquer time pode passar”, admite o técnico Muricy Ramalho.

“Mas não é correto dizer que o Palmeiras vive um momento melhor que o São Paulo. O campeonato começou agora e não acho que a vitória a mais deles seja uma vantagem considerável”, ressalta o volante Josué. Apesar de não falar em favoritismo, o elenco do Palmeiras sabe que o momento no Palestra Itália é melhor que o do rival. “Quando as vitórias vêm, a gente joga com mais confiança”, diz o zagueiro Dininho. “Mas o São Paulo, mesmo não estando num bom momento, tem jogadores que decidem”, lembra Caio Júnior.

Se o clima palmeirense já está bom, os jogadores podem ter uma motivação a mais na hora do jogo: o Comitê Executivo da Fifa deve decidir na manhã de hoje se a Copa Rio de 1951 será considerada como o 1º Mundial de Clubes.

O São Paulo conta com um excelente aproveitamento em clássicos desde que Muricy Ramalho assumiu o comando. A partir do início de 2006, foram 14 partidas. Das nove vitórias que o São Paulo conquistou, quatro foram contra o Palmeiras. Prova de que, confrontando seus inimigos mais próximos, o time do Morumbi sempre é forte.

“Não tem como negar: clássico tem um gostinho especial. São jogos que marcam, tanto para o positivo quanto para o negativo”, atesta Josué, que após a partida se apresenta à Seleção Brasileira para os amistosos contra Inglaterra e Turquia.

Muricy Ramalho não definiu a equipe que atuará nesta tarde. É possível que troque o sistema com três zagueiros para voltar ao 4-4-2, com Richarlyson e Souza nos lugares de Hernanes e Ilsinho.

Possíveis mudanças que mostram a vontade do técnico em acertar rapidamente o time. Mesmo com as informações de que seu cargo não está ameaçado em caso de derrota - um possível revés que se somará aos fracassos do Estadual e da Libertadores. Garantia de que a pressão por resultados positivos, coisa rara no São Paulo de ultimamente, continuará.

“Nós estamos no Brasil, e não na Inglaterra. Uma derrota muda tudo. Mas de um tempo para cá, o pessoal está vendo que a continuidade dos técnicos dá resultado.” Muricy também aproveitou para negar qualquer crise ou problemas de relacionamento dentro do grupo, assim como já haviam feito alguns jogadores durante a semana. “Não se pode confundir ambiente ruim com tristeza. Existe tristeza aqui, por causa das eliminações (no Paulista e na Libertadores), mas não existe ambiente ruim”, explicou o técnico.