08 de julho de 2026
Bairros

FIB aproxima violino de carentes


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Comum nas orquestras de câmara, o violino é um instrumento que costuma estar distante da realidade dos habitantes dos bairros carentes da cidade. Um projeto que vem sendo desenvolvido pelas Faculdades Integradas da Bauru (FIB), desde o início do ano, vem tentando alterar essa imagem.

Denominado “Sol Maior - Camerata de Violinos”, a iniciativa tem permitido a 11 crianças carentes da zona oeste de Bauru adquirirem conhecimento básico no instrumento. A idéia partiu do professor de música Erik Breslau, 42 anos. Ele não trabalha na FIB tampouco é ligado ao meio acadêmico.

Na verdade, ele era apenas um cidadão comum que queria desenvolver algum projeto em prol da comunidade. Resolveu, então, buscar respaldo em alguma instituição de ensino superior para levar a idéia adiante.

Além da FIB, ele conta com apoio de cinco empresas de Bauru. “Elas patrocinam as aulas e o material didático usado pelas crianças”, explica Breslau. Por enquanto, porém, a ajuda tem sido pouca e o professor está sendo obrigado a custear os gastos dos alunos do por conta própria.

“Seria interessante se mais empresas pudessem apoiar nossa iniciativa”, reforça. A ajuda seria essencial para que garotos como Júnior Moreira Longui, 12 anos, pudessem se aprimorar ainda mais como músicos. Morador do Jardim Vitória, ele já sabia tocar violão e agora está encantado com o som do violino. “É um instrumento muito bonito”, afirma.

No final do ano, quando tiver completado o ciclo básico de aprendizado, ele e os colegas serão presenteados com os violinos. No futuro, Júnior pretende trabalhar como músico. Andressa Cristina Benedito, 10 anos, também gostaria de seguir carreira na área, só que ainda está em dúvida.

“Às vezes, eu penso que também seria bom trabalhar como veterinária”, diz ela, que já teve um cachorro, dois periquitos e um camundongo. Ela já é capaz de executar “Brilha, brilha estrelinha” no violino.

Serviço As pessoas que quiserem colaborar com o projeto “Sol Maior” podem entrar em contato com o professor Erik Breslau pelo telefone (14) 9795-1994. (RF)