09 de julho de 2026
Geral

Pressão nacional faz BB reavaliar Gerel

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

O fechamento da Gerência Regional de Logística (Gerel) do Banco do Brasil (BB) em Bauru ainda não pode ser considerada uma decisão definitiva. Apesar de a direção da instituição ter divulgado recentemente que seria impossível recuar e manter a unidade em funcionamento, a diretoria do órgão aceitou agendar uma nova reunião para discutir a questão do encerramento das atividades de alguns setores do banco (deste em particular) em diversas cidade do País. Isso ocorreu após “pressão” de seis deputados federais de vários Estados que, em conjunto com um representante da prefeitura de Bauru (Edison Gasparini Júnior), se encontraram, em Brasília, com membros da alta cúpula do banco na última quarta-feira.

A comitiva de Bauru e região foi liderada pelo deputado federal José Paulo Tóffano (PV) e contou com a participação do presidente da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab), Edison Gasparini Júnior, e de, Domingos Malandrino, representando o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Além de citar o prejuízo para os funcionários do BB, a comitiva trouxe o debate para a esfera econômica. Atitude que foi defendida e apoiada pelos parlamentares de outros Estados que também fizeram parte do encontro. Como o presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, não pôde comparecer à reunião, não houve nenhuma decisão concreta. No entanto, os parlamentares pediram e os representantes do banco confirmaram que em breve haverá uma nova reunião, desta vez com a presença do presidente da instituição.

“Aquela situação que estava praticamente definida, não está tão definida assim porque ainda vai depender de conversas. Pode ser que ainda haja uma chance no sentido de pleitear ou modificar essa situação”, afirma Gasparini Júnior, que participou do encontro representando a prefeitura de Bauru.

Segundo o presidente da Cohab, o tema Gerel foi tratado de forma mais abrangente, não se restringindo apenas a Bauru. “Apesar de todos (os presentes na reunião) terem colocado suas reivindicações, como o fechamento da Gerel era uma situação específica de Bauru, nós achamos por bem levantar uma discussão no sentido de que era importante o banco analisar não só o prejuízo que estaria causando aos funcionários, mas também analisar o impacto que isso vai causar nas cidades onde ocorrer esses fechamentos”, explica Gasparini Júnior.

Para ele, Bauru, bem como os municípios que têm unidades do banco desativadas, sofrerão bastante com a perda. “O impacto é realmente de caráter econômico, de desenvolvimento, que atinge todas as regiões envolvidas, já que muitas cidades usam a Gerel e outras unidades do banco como referência para a realização de determinados negócios”, sustenta.

Centralização

No caso específico de Bauru, se a Gerel for mesmo desativada, os serviços de logística do Banco do Brasil passarão a ser centralizados na Capital e em Ribeirão Preto, atitude que vai na contramão da eficiência, segundo Edison Gasparini Júnior. “Você vai centralizar uma situação muito mais longe para você mandá-las para as cidades do Interior. Os empresários daqui usam o Banco do Brasil e a Gerel como referência. Por que agora eles decidem que qualquer coisa vai passar a ter que ser enviada para São Paulo para depois ser distribuída, voltando ao Inerior do Estado?”, finaliza.

O Banco do Brasil tinha 19 unidades Gerel até então em todo o País, reduziu para 11 e pretende ficar, segundo informações do banco, com apenas 5. (LG)