10 de julho de 2026
Polícia

Civil apreende 23 máquinas de caça-níquel


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Embora não estivessem em uso, a Polícia Civil lacrou e apreendeu ontem à tarde, no Parque Vista Alegre, 23 máquinas caça-níqueis. Elas estavam numa casa situada na quadra 3 da alameda Betônias, onde funcionava uma espécie de oficina. Há três anos, o proprietário do imóvel diz confeccionar os equipamentos para manter o orçamento.

Ele também trabalha com fliperama, atividade que perdeu a lucratividade em virtude da concorrência com os videogames. Mesmo assim, ainda loca os dois equipamentos a bares da cidade. Em ambos os casos, fica com 60% da lucratividade da máquina, embora saiba que o uso dos caça-níqueis não é permitido. No Brasil, o chamado jogo de azar é proibido.

Os estabelecimentos que para quem ele loca os equipamentos também serão levantados pela Polícia Civil, que obteve no imóvel livros e documentos de registro referentes à atividade. “Por meio de um trabalho de investigação chegamos (ao endereço no PVA) com ordem judicial”, explica o titular Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (Garra), Roberval Fabbro.

De acordo com ele, o Garra apoiou trabalho desencadeado pelo 2º Distrito Policial. Por meio de inquérito, a origem das peças utilizadas nas máquinas serão investigadas. Dependendo do resultado, o proprietário da oficina responderá por descaminho ou contrabando. Com um auxiliar, ele transforma fliperamas em caça-níqueis.

Segundo contou à reportagem, além dos equipamentos desmontados na oficina, ele dispõe de outros caça-níqueis e fliperamas locados. Seu nome não será divulgado porque ele não foi preso durante ocorrência de apreensão de objetos. O material lacrado ficou sob sua guarda, já que a Polícia Civil não dispõe de um local para armazená-lo. A perícia seria feita no imóvel.

O trabalho da Polícia Civil ocorre paralelamente ao da Polícia Federal, que desarticulou organização criminosa especializada na compra de sentenças para beneficiar a máfia de jogos. (LLF)