08 de julho de 2026
Regional

Duartina quer câmeras em área pública

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Duartina - A cidade de Duartina (38 quilômetros de Bauru) está em busca de tecnologia adequada para fazer o monitoramento de áreas públicas. Para conhecer os novos equipamentos lançados no mercado de segurança, uma comissão de moradores, juntamente com o comandante do pelotão da PM, estão visitando a 10.ª Expotec na Capital.

A intenção é verificar quais os equipamentos que mais se adequam às necessidades, tanto no aspecto de segurança quanto nos custos.

A idéia, segundo o comandante do pelotão da PM, tenente Ênio Bianospino, é instalar câmaras nas áreas de interesse da segurança pública. “É comum encontrar tecnologia da monitorização para prédios, locais fechados e entradas de ambientes privados. A tecnologia para segurança em áreas públicas é um pouco mais complicada em razão das distâncias.”

De acordo com o tenente, a área central, as entradas da cidade e as imediações da cadeia pública feminina poderão ganhar câmaras. “A área central porque é onde estão concentrados o comércio e as agências bancárias, o que faz com que nesse setor da cidade também exista grande concentração de pessoas.”

Outro local que deverá ganhar câmara é a área da cadeia pública, evitando as “visitas” indesejáveis e as fugas. “Com as câmaras nas entradas da cidade, ainda que as pessoas entrem e pratiquem algo ilícito, teremos como identificá-las e responsabilizá-las.”

A ação, segundo o tenente, é meramente preventiva, uma vez que Duartina tem um índice de criminalidade abaixo da média de cidades do mesmo porte. “Estamos fazendo prevenção, o papel principal da PM. Queremos multiplicar os olhos, racionalizando os meios que temos.”

O Conselho Comunitário de Segurança manifestou anseio de ver a cidade mais vigiada e certos pontos mais controlados para ter uma segurança ainda melhor, diz o tenente.

O sistema de monitoramento ainda não tem custo. “Vamos montar um projeto junto ao Conselho Comunitário. Só depois de conhecer a tecnologia podemos definir.”

Efetivo reduzido

O prefeito da cidade, Ênio Simão (DEM), acredita que a instalação de câmaras em áreas pré-definidas não irá invadir a privacidade de nenhum morador, mesmo porque são áreas públicas. “Eu sou favorável à instalação, uma vez que o governo do Estado não aumenta o efetivo. Há 10 anos tínhamos o dobro do efetivo. Eu já cansei de pedir mais PMs, mas não fui atendido.”

Simão lembra até com bom humor que sempre apoiou os projetos da PM. “Uma época, eles resolveram implantar o policiamento de bicicletas. A prefeitura comprou as bikes, mas não tinha policial para andar com elas.”

Para o prefeito, o monitoramento é uma saída para suprir a falta de homens. “Nós não podemos dizer que vamos bancar o projeto, mas com certeza vamos fazer a nossa parte.” Ele aposta numa parceria entre empresas privadas e administração pública. “O interesse é de todos os cidadãos. As agências bancárias e o comércio cooperando, com certeza, vamos instalar, se esse for o desejo dos moradores.”

Para ele, o sistema permitirá que a polícia esteja presente em vários locais ao mesmo tempo. “Vai permitir ter um policial em cada ponto da cidade olhando o que está acontecendo, ao invés da viatura ficar andando de um lado para outro.”

Para o comandante do pelotão, tenente Ênio Bianospino, o aumento do efetivo esbarra na Lei de Responsabilidade Fiscal. “O aumento de efetivo encontra esse obstáculo. Até as empresas privadas estão substituindo as pessoas por tecnologia”.

Prefeitura doa terreno

A cidade de Duartina vai ter uma base comunitária da PM. O terreno já foi doado pela prefeitura e fica na principal avenida, a São Paulo, no número 51, no meio da cidade. A polícia aguarda o prédio, que deverá ser construído pelo governo do Estado.

Atualmente, a PM ocupa algumas acomodações no Terminal Rodoviário. “Hoje não há base comunitária, temos apenas a sede de pelotão.” (RCC)