08 de julho de 2026
Regional

Neblina torna estradas da região perigosas

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

O nevoeiro que cobriu Bauru e região, anteontem, não apenas paralisou as operações no aeroporto da cidade, como também comprometeu a visibilidade nas estradas. O saldo foi pelo menos três acidentes que teriam sido favorecidos pela cerração, segundo avalia o 1º tenente Luiz Carlos Ferreira dos Santos, do Policiamento Rodoviário.

Os acidentes ocorreram na rodovia João Cabral Rennó (SP-225), a Bauru-Ipaussu, trecho de pista simples, que representa um perigo a mais em dia de nevoeiro. Ninguém ficou gravemente ferido, mas um veículo de passeio foi completamente destruído pelas chamas, após se chocar com uma picape.

Para Santos, não é comum a região de Bauru ser afetada por neblina. No entanto, ele reconhece que há pontos específicos nas estradas que podem ocorrer nevoeiro, dependendo das condições climáticas. O traçado da estrada pode oferecer ao motorista a indicação de onde topar com trecho de pouca visibilidade. O sargento do Policiamento Rodoviário frisa as baixadas (declives acentuados) e região de serra (aclives) como propícias para visibilidade ruim.

As rodovias Marechal Rondon (SP-300 ) e Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), a Bauru-Marília, concentram a maior parte de trechos com neblina, três em cada uma das estradas.

Conforme o Policiamento Rodoviário, a Rondon apresenta nevoeiro nas proximidades da entrada de Tibiriça, no córrego Barra Grande, nas imediações do quilômetro 360, entre Bauru e Avaí. Outro ponto com ocorrência de névoa fica na região do Recanto dos Nobres e Lar dos Desamparados, no Km 332. Este dois trechos são de pista dupla, com risco menor em relação ao ponto conhecido como serra de Botucatu. Este local, entre os quilômetros 248 e 251, é de pista simples e desenho bastante sinuoso em aclive, logo após o trecho urbano de Botucatu.

A Bauru-Marília pode ter nevoeiro no Km 359, nas imediações da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e trevo de Piratininga. Mais à frente, no Km 366, outro ponto merece atenção entre Piratininga e Duartina, onde há declive acentuado e início de pista dupla. Depois, há risco no Km 395, na perigosa serra do Posto Panorama, entre Duartina e Gália.

A Bauru-Jaú, denominada também como Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), tem um trecho com incidência de cerração entre Bauru e Pederneiras, nas proximidades de Guaianás, no Km 221. A Bauru-Ipaussu possui risco de nevoeiro no Km 348, entre Piratininga e Cabrália Paulista.

A estrada que liga a Rondo à rodovia Castelo Branco (SP-280) é conhecida como Castelinho - João Hipólito Martins, SP-209 - tem ocorrência de névoa em toda a sua extensão, mas é pista dupla, o que acarreta risco moderado. No entanto, o trecho da rodovia na área urbana de Botucatu merece cuidado redobrado do motorista pela presença de fluxo de veículos, pedestres, ciclistas e animais na pista. A Castelo Branco entre os quilômetros 203 e 2007, trecho que liga os municípios de Itatinga e Pardinho, também apresenta neblina em uma longa extensão de pista antes da praça de pedágio.

Entre Iacanga e Ibitinga, no Km 406 da rodovia Cesário José de Castilho (SP-321), há uma área de baixa visibilidade em dias de névoa.