Sinalização precária
Muito oportuna a reportagem veiculada no JC de domingo, dia 3 de junho de 2007, sobre a falta de sinalização indicativa de localização em Bauru. Tenho viajado a diversas cidades do interior, em compromissos profissionais, e percebo que nesse ponto realmente Bauru deixa a desejar. Na maioria das cidades que visito consigo chegar facilmente ao local que necessito, apenas seguindo as placas indicativas. Raramente preciso pedir informações. Fico imaginando como um motorista de outra cidade consegue se virar aqui.
Por outro lado, com as placas que indicam a existência de fiscalização da velocidade não há economia! Somente nesta segunda-feira, dia 4 de junho, elas se multiplicaram pelas avenidas Moussa Tobias (antiga Jânio Quadros) e Nações Unidas. Se o mesmo emprenho fosse utilizado para a intalação das placas indicativas de localização, em uma semana o problema estaria resolvido...
Alisson Caridi
Floresta como nós mesmos!
Incomoda-nos o fato de um simples tronco de árvore ser explorado clandestinamente. É como se fossem arrancados os pés de um ser humano, a base de uma longa e produtiva jornada. É dessa forma que o coração das florestas se sente. Assim, não tem motivos para esse ecossistema nos ajudar a “purificar o ar”. Inadimissível é, com toda a certeza, aceitar o devastamento de um bem tão precioso.
É através desse grande bioma que nossa vida caminha, que os rios vigoram, que novas espécies nascem, que a vida aflora. Destarte, temos que preservar a natureza e que apenas uma árvore faz toda a diferença em nossas vidas! Não apenas um adereço de madeireira, mas o cultivo de nossa água, dia-a-dia.
Larissa de Aguiar Andrade, estudante
Vale, valeu e valerá?
Nesta semana dedicada ao meio ambiente, é mais do que nosso dever e salvação uma reflexão sobre o destino do planeta. São de senso comum os dados de destruição que envolve este lugar. Todos somos sabedores que o mundo nunca mais será o mesmo, que nem sempre foi assim, e nem continuará do modo que está. Devido à ação humana, que é inescrupulosa e impiedosa, vemos o que restou do planeta Terra.
O meio ambiente totalmente agredido, em uma batalha covarde entre o natural e o capitalismo. Para atender às “necessidades” humanas, extinguimos, matamos, esporamos, queimamos, poluímos! Sim, nós fizemos! Todos nós, uma sociedade egoísta e gananciosa, que para ter o luxo não mede destruição. Olhe bem para o passado, presente e futuro desse mundo, veja se realmente valeu a pena destruir tudo que estava aqui, antes de nós. Será que valerá a pena continuar nesse ritmo frenético de destruição? Tomara que o Dia do Meio Ambiente não fique anotado em calendários, como a memória de algo que um dia existiu.
Vanessa Alves Traganti Dias Garcia
A diversidade de tribos
O computador é uma tecnologia indispensável pelos jovens atualmente. Com a presença dele, imagina-se logo a internet, um dos meios de comunicação mais utilizados nos dias atuais. Crianças, adolescentes e até mesmo adultos estão embarcando nessa onda, usando frequentemente a internet. Trabalhos, pesquisas, bate-papos, orkut, existem milhares de coisas para fazer e bilhares de páginas de internet para pesquisar. Porém, o que mais vicia as pessoas é o tão idolatrado e indispensável MSN. Não precisa mais usar o telefone, tudo pode ser dito, explicado com detalhes para que não haja duvidas. Fofocas, confissões, brigas, tudo acontece através das letras lidas em um monitor, até sentimentos são expressados na frete da tela, choros, sorrisos, alegrias, tristeza, sentimentos sinceros e profundos.
As palavras deixam de serem pronunciadas e passam a serem digitadas, e para que não haja muita demora acaba havendo abreviações e formas diferentes de serem ditas e escritas. As abreviações mais comuns são: pq (porque), vc (você), hj (hoje), ngm (ninguém), hr (hora), e várias outras que acabam sendo escritas dessa maneira para que seja mais rápida a digitação. Além de abreviações, algumas palavras acabam sendo modificadas e com isso acabam criando um grupo de pessoas que, com sua próprias linguagens, acabam recebendo o nome de “internetês”. Esse tipo de linguagem é recriminado por algumas pessoas. Acreditam que uma parcela da população acaba transferindo esse palavreado exclusivo da internet para lugares onde não é muito apropriado utilizá-lo. Entretanto, alguns educadores não criticam o “internetês”, desde que o aluno saiba a hora devida de utilizar. Conscientemente, cada pessoa deve saber não misturar as tribos, fazendo assim com que não haja perda de grupos novos e a diversidade de opiniões e culturas.
Mayara Ferreira Campos
Fim da concessão da RCTV e a falaciosa cobertura
Muito se disse a respeito do final da concessão da TV venezuelana RCTV. Mas novamente a cobertura realizada foi omissa, manipuladora, fatos e dados foram distorcidos... Vale sempre lembrar que a concessão do direito de transmissão de sinal seja de televisão, seja de rádio, é um direito e está garantido na Constituição tanto brasileira como venezuelana. Mas a concessão é pública e deve atender às “necessidades” também públicas... é assim que deve ser. Segundo a Constituição Brasileira: Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
No caso, o presidente e o congresso venezuelano entenderam que a RCTV (por ter participado ativamente do golpe de estado contra o presidente democraticamente eleito Hugo Chávez Frias, em 2002), não atende a esses interesses, portanto, em seu lugar funcionará uma TV pública.
Quanto aos argumentos de que a democracia midiática foi ameaçada com a decisão... ora.. francamente! Que tipo de liberdade é essa? Não podemos cometer o ledo engano de confundir liberdade com libertinagem! Segundo matéria do Le Monde Diplomatique, assinada por Bernard Cassen, “[na Venezuela] dos 10 jornais de difusão nacional, 9 são de oposição declarada ao governo. (...) Nos artigos de opinião publicados em quatro deles, em janeiro de 2007, veremos os seguintes resultados: para El Nacional, 112 hostis, 87 neutros e 6 favoráveis; para El Universal, os dados correspondem a 214, 89, 9; para Ultimas Noticias, 31, 59 e 18; para El Mundo, 49, 39 e 15, o que não os impede de receber a publicidade das empresas, agências e serviços públicos.”.
Se fosse um ato de censura e ameaça à famigerada liberdade de expressão, não teria sido somente a RCTV a contemplada pelo Chávez... E para provar a democracia mundial de dois pesos e duas medidas: nos Estados Unidos, 141 concessionárias de rádio e TV foram fechadas entre 1934 e 1987. Na inglaterra, foram 5 cancelamentos nos últimos 8 anos, no Canadá uma concessão, na Espanha duas em 2005 e uma em 2004, e ainda a França, Irlanda e Rússia fizeram o mesmo. (Os dados foram levantados por Ernesto Carmona, presidente do Colégio de Jornalistas do Chile, no artigo intitulado Salvador Allende se revolve em sua tumba: senadores socialistas comparam Chávez a Pinochet.)
A diferença é que nesses países, concessão é um direito público e pode ser contestada, assim, nenhum outro [país] deu palpites, lançou campanhas ou duvidou da democracia instaurada. E muito menos o congresso brasileiro se meteu a dar pitaco no assunto.
Vanessa Silva Russell, estudante de jornalismo - Unesp Bauru
Cada gota vale muito
Neste dia 5 de junho comemoramos oDia Mundial do Meio Ambiente, e não há data melhor para uma reflexão sobre o que o ser humano está fazendo com a terra. É desmatamento em cima de desmatamento, só se pensando no dinheiro que eles vão ganhar com a produção nessas áreas. É lixo a céu aberto, pessoas sem instrução (e também as com) jogando latinhas pela janela do carro. Homens pensando no lucro de hoje sem pensar na conseqüência que isso nos trará amanhã. A sede de riqueza é tão grande que eles deixam de lado a hipótese de um aquecimento global ou então uma suposta escassez de água. Enquanto em países ricos cada pessoa gasta 25 mil litros de água por ano, em locais da África pessoas sobrevivem com apenas 500 litros. É desperdício que não tem tamanho. Mesmo sabendo desse quadro absurdo as pessoas continuam desperdiçando. Talvez no dia em que não houver mais água, quando o oxigênio estiver acabando, o homem perceba o quão importante é cuidar do nosso meio ambiente. (Bethânia Mendes Rolim)
Vergonha dos precatórios
Em 06/03, li aqui na Tribuna do Leitor carta de Isolina Bresolin Vianna, “Mais um Caloteiro”, reclamando da demora no pagamento de precatórios pelo Governo do Estado de São Paulo. Na edição de 03/06 ela volta à carga com “Pedro Tobias, rogai por nós”, pois eles ainda não decidiram pagar o que nos devem. Uma vergonha. Eu cansei de cobrar do Alckmin, que nunca se prontificou a pagar os velhinhos servidores do Estado. Certa feita me ofereceram para que abandonasse a ação coletiva, aceitando uma perda de 30% e assim me pagariam. Achei um absurdo, mais uma exploração ao pobre e uma leviandade a quem tanto fez por São Paulo. Preferi esperar junto ao grupo todo. E o faço até hoje, quando acabo de completar 70 anos e nada de me pagarem.
Felizmente Alckmin se foi de vez, indo sem saldar o débito dos precatórios e repito aqui as palavras da Isolina: cambada de insensíveis caloteiros. Fiquei louca de vontade de ir falar com o Serra quando ele esteve aqui no Hospital Estadual, pedir em clemência para que arque com o pagamento dessa velha dívida do PSDB. Perdi a oportunidade, mas seria muito interessante esse recado chegar até nosso governador. Seria ótimo ele desfazer a péssima imagem que os tucanos possuem com os velhos servidores paulistas. Leio que o Serra é muito diferente do Alckmin e até não se bicam. Gostaria de acreditar, mas só o farei quando receber o que me devem.
Do contrário, quando de sua próxima vinda até Bauru, terá diante de si muitos velhinhos empunhando cartazes e o comparando ao anterior, coisa que sabemos, ele odeia. Será que o deputado Pedro Tobias, como pede de forma até humilhante a Isolina, não poderia nos ajudar nessa empreitada, tão logo volte do aeroporto, onde foi recepcionar o amigo Alckmin? Estamos todos cansados dessa embromação.
Eni Perazzi De Aquino
Pensamento verde
A questão ambiental preocupa-nos de tal forma, pois os impactos tomaram proporções alarmantes. O capitalismo importa-se apenas com o lucro e não com a maneira de alcançar esse. Quando visto que a casa está sendo degradada e a população seria dizimada, criou-se um “aparente” pânico total. As pessoas, preocupadas com a sobrevivência, começam a pensar mais ecologicamente. A mídia passa a divulgar essa idéia.
Mas nada adianta se a iniciativa não for verdadeira, efetiva e se não partir de todos. O principio “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” é a melhor medida. Cativar a natureza, consciente e responsavelmente, usando-a, porém, sem deteriorá-la.
Carolina Toledo Garib Soriano, estudante
Questão de educação
Lamentemos a realidade brasileira. O Brasil possui razões de sobra para comemorar o seu progresso obscuro e latente. Não bastassem as condições de uma política para “poucos”, fazemos jus à designação de país atrasado e que parece naufragar nas águas da lentidão. Vivemos sob a pena do retrocesso. Encaremos a problemática. É constrangedor admitir que o ensino básico à população esteja beirando um abismo sem fim.
As instituições educacionais estão cada vez mais deficitárias. Hoje, existe um número assustador de crianças e jovens fora da escola. E torna-se evidente que o desempenho daqueles que estudam vem caindo progressivamente. A desigualdade social explica: enquanto poucos desfrutam um ensino de qualidade, muitos são os que não conseguem competir com as exigências do mundo atual, pois mal sabem ler e muito menos escrever. Com certeza, estamos longe de provar que o desenvolvimento da nação é possível.
Nada se compara ao contexto caótico do país, que diferentemente de qualquer outra nação sobrevive à precariedade e à falta de iniciativa do poder público. Acredita-se sobremaneira em soluções meramente paliativas que visam atender única e exclusivamente aos interesses partidários. Não neguemos tal fato.
A população paga o preço da espera exaustiva. Os recursos destinados à educação acabam perecendo. Certamente, estarão bem empregados em obras para o benefício de uma minoria que clama por mais votos dos “ignorantes” eleitores.
É preciso reverter a situação. Indubitavelmente, o descalabro educacional representa um perigo à sociedade. O uso de medidas dispendiosas não combaterão o problema. Há que se levar em conta que, quando se trata do universo escolar, os profissionais, a qualidade de ensino e a cobrança por melhores resultados são fundamentais. Portanto, de nada adiantam soluções que apenas ocultam a realidade. É necessária também a iniciativa proporcional da população. Só assim colheremos melhores resultados. O conhecimento não provém unicamente de “boas” intenções. A lição de casa agora é outra!
Fernanda Futino Gondo
E o assunto continua...
Nesta semana do Dia Mundial do Meio Ambiente é propícia a reflexão sobre o modo como tratamos o meio ambiente. Não é de hoje que observamos como estamos destruindo cada vez mais e de maneira incontrolável o ambiente. Hoje se pensa muito em tecnologia, recursos para aumentar a capacidade de produtos eletrônicos, para torná-los inacabáveis, e esquecemo-nos de que para isso precisamos do meio ambiente, não como matéria-prima, mas como uma fonte renovável de vida e que, com consciência, estamos degradando o pouco que ainda nos resta.
É preciso ter a consciência de que um dia a água que mata nossa cede, o alimento que mata nossa fome, os vegetais que além de enfeitar nossas florestas têm muita importância, e que os animais também vão se acabar. E mesmo sabendo que produtos eletrônicos avançados e indústrias tecnológicas não vão matar nossa sede nem nossa fome, nada de concreto é feito. Mais quanto tempo levará para que possamos compreender e agir conscientemente?
Beatriz Faulin Gamba, estudante
Quero estar errado
Brasil, o grande portal da ignorância política. Assistindo ao comercial da Rede Globo, sobre o Portal G1, resolvi fazer uma adaptação política deste comercial. Veja como o eleitor brasileiro foi sempre conduzido pela classe dominante.
“Lula Reeleito” - Se nós soubéssemos que ele iria nos trair com tantas mentiras e mandar o povo procurar o “ponto g”, nós não o teríamos reeleito.
“Lula Presidente” - Se nós soubéssemos que ele não iria ver nada, durante a roubalheira que seu partido aprontava, nós não o teríamos reeleito.
“FHC Reeleito” - Se nós soubéssemos que ele iria dobrar as tarifas públicas, o frango, a gasolina, nós não o teríamos reeleito.
“FHC eleito” - Se nós soubéssemos que ele iria vender todas as estatais que davam lucro, para o capital estrangeiro, nós não o teríamos eleito.
“Fernando Collor” - Se nós soubéssemos que o que ele “pegou”(o Elba Fiat), seria uma piada perto do que estava por vir, nós não o teríamos cassado.
“José Sarnei voto indireto” - Se nós soubéssemos que ele estava preparando o Brasil para o caos, nós não teríamos derrubado a ditadura militar. Por tudo isso, só nos restou muita tristeza e um futuro incerto, pois esperamos por tanto e recebemos nada desta classe política, que nesses casos não teve exceção, pois neste filme não teve “mocinho”, só teve “bandido”! Que decepção!
Edson Anaia Martins
Prática da acupuntura
Gostaria de esclarecer a comunidade em geral sobre a acupuntura e a medicina tradicional chinesa (MTC). A acupuntura é apenas uma das práticas da MTC que também engloba técnicas como moxabustão, ventosa, sangria, Chi Gong, fitoterapia, dentre outras, se caracterizando assim como um sistema de saúde integral, originado há milhares de anos na China.
Nesta época, há 5.000 anos atrás não havia tomógrafo, ressonância, RX, exame de sangue, nada na China. Originou-se tendo como fundamento a interação entre a natureza e o homem e a observação harmônica da relação entre estas duas partes.
Em 1976 a acupuntura foi classificada como ocupação profissional regulamentada pela Organização Internacional do Trabalho no Brasil tendo sido trazida a este país pelos imigrantes chineses. Em 1985 a acupuntura foi reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia dando autonomia ao fisioterapeuta para praticar o método. Somente em 1992 é que o Conselho Regional de Medicina reconheceu a acupuntura como prática médica.
Para exercer esta profissão é necessário que o profissional além de ter formação na área da saúde, seja técnica ou superior, tenha ética, que tenha estudado a acupuntura em um centro de ensino de qualidade e sempre visando a melhoria e qualidade de vida e saúde da população. Se um técnico em enfermagem pode aplicar uma injeção por que não manejar uma agulha de acupuntura?
A questão não é ser médico ou não. É sim ser habilitado para exercer a profissão de forma digna e correta, melhorando a qualidade de atendimento ao paciente. Este é aquele que mais sofre quando chega para ser atendido pelo SUS e não há médicos para o atendimento pois não se interessam pelos baixos honorários pagos à classe. E diagnóstico médico nada tem a ver com diagnóstico em Medicina Tradicional Chinesa. Enquanto esta briga continua por insistência da classe médica, quem mais sofre é a população.
Adriana Silva - fisioterapeuta e acupunturista
Democracia direta
Qualquer regime político em que se vive, pode ser bom ou ruim, desde que se viva em conformidade ou não com a Constituição ou normas que o regem e suas instituições cumpram com suas funções constitucionais, ou seja, o Executivo administre, o Legislativo legisle, o Judiciário exerça seu poder moderador.
Quando um desses poderes se sobrepõe sobre os demais, passa-se a viver uma democracia direta, ou seja, a de um só poder; neste caso, o excesso de medidas provisórias, editadas em substituição aos atos do Legislativo, usurpando a função do legislador, que é a de legislar, nos leva a perguntar: “Na presente conjuntura política, qual está sendo a finalidade do Congresso Nacional e dos partidos políticos? Serão essas instituições meras homologadoras de medidas provisórias?”
Urge que se reveja essa situação, que o Executivo administre, de acordo com as leis que emanem do Legislativo e o Judiciário exerça sua função de poder moderador, coibindo os possíveis abusos e corrigindo desvios se os houver. Pois caso contrário seremos remetidos a um outro questionamento: “Para que votar”, se os poderes, inertes, deixam grassar o nepotismo, a violência, o corporativismo, a corrupção e tantas outras mazelas que fazem com que sejamos obrigados a trabalhar meio ano para pagar impostos, impedem a distribuição justa da renda nacional e o que é pior, o desenvolvimento como um todo. É dever de todos nós dar um basta ao crescimento desse polvo, antes que ele lance novos e sufocantes tentáculos, seja pela depuração do voto, pela resolução de nossos problemas internos, antes de nos aventurarmos a resolver os dos outros povos; pois o único povo, verdadeiro irmão que temos é o povo brasileiro. O que é bom para o povo brasileiro, tem que ser bom para todos; se assim não for, que país legaremos aos nossos filhos?
José Carlos Dias da Silva - MT. 37.293
Natureza a nosso favor
Neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, gostaria de manifestar a minha insatisfação acerca do que estão fazendo com o mundo.
O mundo está sendo agredido diante de nossos olhos, e apenas poucos de nós estão lutando contra isso. Talvez nos falte recordar que o mundo que estamos agredindo, é o mesmo que nos dá condições para viver.
Essas condições de vida estamos perdendo por própria culpa, uns por estarem destruindo e outros por estarem deixando que o façam. Cada dia mais me faço pensar no mundo como um organismo, onde nós, os seres humanos, somos vírus e doenças que só estamos aqui para destruí-lo e as tsunamis, os terremotos, as tempestades são espécies de anticorpos que o organismo Terra manda para que diminua a destruição. Nessa “briga”, onde nós começamos, não podemos pensar que somos maiores que a natureza e achar que podemos contra ela. Então, o que nos resta é respeitá-la e conservá-la para o nosso bem.
Danilo Altafim Pinheiro, estudante
Símbolo vital
Nesta semana do Dia Mundial do Meio Ambiente é propícia a reflexão sobre o que estão fazendo com a natureza presente no mundo. Todos nós sabemos o quanto é importante preservarmos o que é nosso símbolo vital. Nós vivemos em um mundo altamente competitivo, onde todos fazem coisas além do permitido para conseguir o que é desejado e logo talvez conquistado. Mas o maior problema está na conduta que levamos diante do mesmo problema, e sem dúvida ninguém ficará de fora! A destruição da floresta amazônica, as emissões de gás carbônico, a biopirataria, a pesca ilegal são alguns dos exemplos de crimes que estamos cometendo. Ou será que alguém acredita que vai ficar de fora do efeito estufa? Ou acredita que possa viver sem água? No mundo capitalista em que vivemos, não é de duvidar que alguém acredite nessas indagações, pois o dinheiro compra tudo! Pois bem, já que estamos na semana do Dia Munidial do Meio Ambiente, cabe a todos refletir e, mais do que isso, agir!
Amanda de Cássia Colleta Ascencio
Políticos - a arte de não fazer nada
Os políticos brasileiros, nacionalmente conhecidos por sua baixa produtividade, pouca interatividade com a sociedade e por não terem nenhum compromisso com o povo que os elege, conseguiram mais uma vez atingirem seu grande objetivo na atual legislatura, ou seja, aumentar obscenamente seus vencimentos na calada da noite.
Enquanto o Papa Bento XVI visitava o Brasil e canonizava Frei Galvão o primeiro santo brasileiro, os parlamentares que de santo não tem nada, batizavam mais uma vez seus holerites indecentes em mais um ato que afronta o bom senso, macula os interesses do país e deixa escancarado para a sociedade o que os congressistas querem de seus mandatos. Para que não sabe, os parlamentares aumentaram seus parcos vencimentos em aproximadamente 28%.
O custo da nossa democracia é algo surreal, algo que nenhum país do mundo suportaria impunemente. São milhões de reais por mês para manter quinhentos e poucos congressistas e milhares de funcionários de um órgão que é na verdade um saco sem fundo de gastos abjetos e cujo retorno à sociedade inexiste.
Nos últimos vinte anos, após o restabelecimento da democracia em solo nacional, a sociedade brasileira em que pese ter por muitas vezes eleito pessoas sem as mínimas condições morais para ocuparem esse cargo tão importante, jamais teve uma legislatura preocupada com os desígnios do Brasil.
A exceção talvez fique por conta da Assembléia Constituinte na gestão de 1986 a 1990, de resto apenas assistimos uma seqüência interminável de golpes contra a nossa inteligência, maculas que não se apagam jamais e crimes que o corporativismo impediu de serem punidos com severidade.
Os nossos políticos são ímpares, são da espécie “mutantes eternos”, a pior entre todas as existentes no mundo contemporâneo, pois mesmo atacadas tem a capacidade de se transformarem para poderem se reeleger seguidas vezes com a complacência dos eleitores.
Mudam de cor, mudam de forma, mudam de partidos e de ideologia com uma facilidade sem igual e iludem os eleitores que na sua grande maioria não sabem ler nem escrever. Iludem a classe média com promessas e brincam com as elites num jogo de faz de contas que não tem fim.
Corrupção é o lema e propina o combustível de alguns. Seguramente em nenhum canto do planeta temos algo tão espúrio como o político brasileiro. Se a polícia federal conseguisse prender todos os políticos envolvidos em falcatruas no Brasil e a Justiça os punisse exemplarmente com prisão em regime fechado, certamente não haveria presídios suficientes para comportar tal demanda carcerária.
Rafael Moia Filho