08 de julho de 2026
Geral

Mania de coleção vai de bonecas a sachês

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

A mania de colecionar pode surgir por vários motivos. Pode ser ser logo na infância ou mais tarde. Na verdade, ela não tem idade. Além disso, os objetos escolhidos podem parecer “estranhos” para quem não tem essa paixão, mas para o colecionador sempre há um motivo - por mais diferente que seja.

É o caso do assessor de imprensa Alessandro Fiocco, 33 anos. Ele viveu a infância nos anos 80 e, além de boas recordações, ele coleciona objetos da época - o mais curioso deles são bonecas Barbie.

Tudo começou com os DVDs dos programas de Miss Brasil dos anos 80. Depois, ele começou a colecionar bonecos de histórias em quadrinhos e desenhos, como os da “A Liga da Justiça”, um grupo de superheróis criados pela DC Comics. E há sete meses, começou uma nova coleção: de bonecas Barbie. “Sou nostálgico e gosto dos anos 80. As bonecas Barbie desta época mostram todo o glamour das mulheres, inclusive das misses”, argumenta Fiocco. Até agora, o jornalista já conseguiu comprar e ganhar um total de 35 bonecas.

A intenção dele é colocá-las em uma prateleira dentro de seu quarto. Por enquanto, aquelas que possuem as embalagens originais estão expostas. As outras ficam guardadas dentro de uma caixa.

Uma de suas preferidas é norte-americana. “Ela custou R$ 650,00 e foi um presente. É de porcelana e só existem 2.500 exemplares no mundo. A boneca vem até com certificado de numeração”, conta.

Mas a maioria de seus exemplares, ele compra através de sites de leilão na Internet. “Não gasto muito dinheiro com a minha coleção porque vendo alguns DVDs que tenho para arrecadar dinheiro. Por isso, não me sinto culpado”, diz. Só que o colecionador admitiu que já chegou a comprar três bonecas em uma semana.

Além das bonecas, ele tem alguns acessórios. “Tenho uma Van dos Estados Unidos, uma lanchonete e casa de praia”, diz. As bonecas o fazem lembrar da infância de maneira alegre e também são motivo de conversas nas rodas de amigos. “Todo mundo lembra das Barbies. Elas são referência para conhecer um pouco mais sobre a evolução do universo feminino”, diz. A primeira boneca foi lançada nos anos 50, mas só chegou ao Brasil no Natal de 1982, conta o colecionador. “Existe até tese de doutorado sobre a Barbie. Ele é uma referência da moda”, argumenta.

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Sachês

O arquiteto José Alexandre Magri Júnior, 39 anos, começou as coleções da infância - carros de miniatura. Depois, ele fez faculdade de arquitetura e as miniaturas continuaram em sua vida. “No meu trabalho, tenho contato com maquetes, que nada mais são do que miniaturas”, conta. Mas há cerca de três anos ele resolveu inovar: começou a colecionar sachês de açúcar, de adoçante e de condimentos.

Até agora, ele estima que tenha aproximadamente 140 tipos diferentes de sachês. O mais curioso, na opinião dele, é de um guardanado umidecido da Europa. Para evitar que os sachês rasguem ou sejam “comidos” pelas formigas, ele os guarda em uma caixa longe da umidade e da luz.

O que motivou a coleção de Júnior foi a curiosidade. “Comecei a pensar na quantidade de embalagens diferentes que existem em cada região do Brasil e de outros países. Aos poucos, fui guardando uns e acabei ganhando outros”, conta. A intenção do arquiteto é colocá-los em um quadro.

Júnior é casado e tem um filho de apenas 50 dias, mas já faz planos. “Gostaria que ele também colecionasse alguma coisa. Vamos ver”, torce o pai.