Após apresentar os números relativos às despesas da prefeitura com pessoal, inativos e pensionistas e os da dívida consolidada líqüida, o secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque, fez balanço otimista da atual situação financeira do Executivo. “Apesar de todos os problemas, o fato de ajustarmos as grandes dívidas fará com que o município retome sua capacidade de investimento. E estamos caminhando para isso”, ressaltou. E citou exemplos para justificar seu raciocínio:
“A dívida federalizada já foi equacionada e estamos em dia com seus pagamentos; o acordo com a Funprev dará fôlego ao município para pagar em 30 anos; liqüidaremos os precatórios (dívidas já reconhecidas pela Justiça) nos próximos quatro anos e, a partir de 2011, deixaremos de destinar R$ 6 milhões pagos anualmente para esse fim.”
Para Albuquerque, tal equilíbrio econômico permitirá ao município caminhar, posteriormente, com mais liberdade. “Estamos conseguindo pagar as contas sem penalizar tanto a cidade. Apesar disso, é uma realidade que esse quadro não está refletindo as respostas às necessidades da população, pois a arrecadação não é suficiente para superar os atrasos dos últimos anos. O mais pesado será o asfalto da periferia, que demandará investimentos das próximas duas ou três administrações”, frisou.
Já ao responder um questionamento do vereador Antonio Faria Neto (PDT) sobre a dívida federalizada, o secretário apontou a necessidade de evitar novos endividamentos de igual porte. “Não entendo que pesa ao município manter o pagamento das parcelas mensais dessa dívida. É claro que os R$ 800 mil mensais destinados a isso poderiam ser melhor aplicados de outra forma, mas precisamos evitar fazer novas desse porte. Esse foi o entendimento que tivemos com a questão do tratamento do esgoto”, concluiu Albuquerque.