Planejar os gastos e o futuro educacional dos filhos quando são bebês ou ainda nem nasceram pode garantir gastos menores com a educação no futuro e, até mesmo, dar mais tranqüilidade ao dia-a-dia. A poupança continua sendo o investimento mais procurado por pais que desejam economizar a longo prazo.
Segundo o economista e consultor financeiro Adriano Fabri, o dinheiro capitalizado em uma conta poupança, mesmo com juros baixos, tem bons rendimentos depois de algum tempo aplicado. Um dos motivos é a baixa inflação. Fabri salienta que se forem depositados R$ 50,00 por mês, até os 18 anos é possível garantir um curso universitário.
Para os pais que querem fazer aplicações para garantir o futuro educacional do filho, o ideal é verificar atentamente o orçamento familiar e identificar onde, quando e quanto a família gasta com cada item colocado na relação. “É mais fácil saber quanto do orçamento está comprometido com cada despesa quando os gastos são divididos por grupos como alimentação, saúde, manutenção da casa, do carro, lazer e assim por diante”, completa o economista.
É difícil poupar quando o saldo familiar é apertado. Famílias com quatro pessoas e ganhos de até R$ 1.500,00 têm maior dificuldade para guardar dinheiro. Mas ainda segundo o economista, é possível pensar que de 10% a 15% da renda já está comprometida com a educação.
Quando há possibilidade e a criança já freqüenta uma escolinha, outra dica válida é guardar o dinheiro da mensalidade por um ano e pedir para pagar anuidade, ao invés das mensalidades. Dessa forma, os pais ganham cerca de 10% de desconto sobre o valor total, se for dividido no decorrer dos meses.
O diretor de uma escola de educação infantil da cidade Willian Bornia Jacob, faz coro à vantagem do pagamento de anuidade. “Sempre existe um desconto para quem paga as mensalidades de uma vez. Mas o mais comum é o pagamento mensal, porque geralmente a escola faz parte do orçamento doméstico enxuto. Assim, procuramos dar vantagens aos pais, oferecendo descontos para quem paga antes do vencimento”, afirmou.
Comprar à vista também é sempre uma boa pedida. A analista de sistemas Suzi Mari Pavani é mãe de primeira viagem. Ela está grávida de cinco meses e, antes de encarar o desafio de ter um filho, Suzi e o marido fizeram um planejamento. “Determinamos um prazo de cinco anos para quitar o carro, o apartamento e o financiamento da minha faculdade. Com tudo pago, decidimos ter um filho. Hoje, estamos juntando dinheiro para montar o quarto e comprar as coisas para o bebê (pagando a maioria à vista)”, explica.
Ela pensa em fazer uma poupança para a criança assim que toda a estrutura para recebê-la estiver montada. Suzi e o marido ainda pensam em manter um plano de saúde para o filho. “São prioridades, o dinheiro poupado vai servir para a educação de meu filho ou para outros fins que ele julgar importantes”, completa.
A maneira como o casal pensa está correta, segundo o economista Adriano Fabri. Ele ponta que comprar à vista sem entrar no cheque especial ou endividar-se com o cartão de crédito ou empréstimos, custa menos. “Com o dinheiro gasto com os juros pagos em dois crediários de 12 meses, o consumidor poderia ter comprado um terceiro bem no mesmo período”, aponta Fabri. Isso, é claro, se a pessoa tivesse poupado antes de comprar e fizesse os pagamentos à vista.
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Escolas: como escolher
Escolher a escola para o filho é coisa séria. Os pais precisam fazer um levantamento dos colégios para saber qual o mais adequado para a criança e o que mais se aproxima de suas expectativas e crenças. “Escola boa é escola onde a criança é feliz”, enfatiza a pedagoga doutora em educação infantil Maria do Carmo Monteiro Kobayashi.
Segundo ela, existem escolas que crêem que o conhecimento da criança aflora naturalmente, outras são mais ortodoxas. Independentemente da linha pedagógica com que os pais mais se identifiquem, é importante conhecer o espaço físico, o projeto educativo (o que é educar para a escola), os professores e diretores e conversar com outros pais que já tenham filhos matriculados naquele colégio.
A escola, segundo Kobayashi, ainda deve oferecer acompanhamento em tempo integral à criança, cuidados, uma rotina que inclua atividades lúdicas. Para que os pais se integrem à vida escolar de seus filhos, é válido ainda participar da rotina sabendo como vai ser o dia deles, preparar um lanche adequado e conversar sobre atividades realizadas.
“A escola é onde a criança aprende a conviver, então, os pais precisam dar segurança à criança, especialmente no primeiro dia. Dizer que ali vão aprender, se divertir e fazer amigos”, diz a pedagoga. Ela salienta que é importante o pai deixar claro que vai voltar ao final do período e nos primeiros dias manter a criança durante um tempo menor na escola, para ajudar na adaptação. Quanto ao período, o ideal é a criança permanecer um período na escola e outro em casa.