10 de julho de 2026
Bairros

Prefeitura deposita fichas no Fundeb

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 3 min

No começo de 2006, a Prefeitura de Bauru já apostava na aprovação do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Básico (Fundeb), para resolver o problema da demanda reprimida nas Escolas Municipais de Educação Infantil Integrada (Emeiis). O projeto foi aprovado e os recursos provenientes do fundo já começaram a ser distribuídos.

Para Bauru, se o dinheiro do Fundeb não resolve, pelo menos ajuda a amenizar os problemas causados pela falta de vagas em creches na cidade. São 1.816 alunos na fila de espera das 41 Emeiis. A curto prazo não existe solução para todos, mas parte deve começar a ser resolvida com a transformação de Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) em Emeiis, além de reformas e ampliações das unidades existentes.

A verba do Fundeb, que começou a ser distribuída em abril, deve ser fundamental para que a prefeitura comece a trabalhar para minimizar o problema, que é antigo e precisa ser combatido. Segundo a diretora do Departamento de Educação Infantil, Márcia Zwicker Di Flora, apesar de ter chegado há pouco tempo, o Fundeb já está fazendo a diferença nas ações da prefeitura.

Além de financiar as reformas das Emeis e Emeiis, os recursos do fundo serão utilizados para a construção dos Centros de Educação Municipal Integrada (Cemis). Ela afirma que já há projeto para implantar três unidades, que vão abrigar, além de Emeiis, escolas de ensino fundamental.

O primeiro Cemi já está sendo construído na antiga Emeii Gisele Marie Savi, no Parque Viaduto. As obras estão sendo custeadas com recursos do Fundeb. A previsão é que até o final do ano a unidade já seja inaugurada. “Essa foi a primeira ação concreta com dinheiro do fundo”, aponta Di Flora.

Além deste, a Prefeitura deve construir mais dois Cemis, no Jardim Progresso e no Núcleo Izaura Pitta Garmes. No Jardim Progresso, a diretora acredita que as obras já estão em andamento, e até junho do ano que vem a segunda unidade seja inaugurada. Outro local que pode ser contemplado é o Ferradura Mirim, onde a demanda é grande e não há creches para atender sequer uma parte dela.

Futuro

Apesar dessas ações, existe a preocupação de como estará a situação no futuro, ou seja, daqui a cinco anos as Emeiis irão atender as necessidades da população ou o número de vagas será menor do que a demanda.

Para Márcia Zwicker Di Flora, a tendência é que haja uma procura maior por vagas em Emeiis por diversos fatores. Além do crescimento populacional, o número de mães que trabalham fora vem aumentando e isso significa que a procura por um lugar para deixar o filho será grande. “Nem todos poderão pagar empregadas ou babás, por isso a previsão é que o aumento seja progressivo”, afirma.

Ela destaca que a prefeitura pode apenas deixar um modelo de trabalho a ser seguido, como o que já vem sendo feito: reformas e ampliações e a construção dos Cemis. A professora prevê que o modelo de Cemis seja o mais adequado à realidade do município, por abrigar Emeii e Emef no mesmo local.

É partindo daí que os recursos do Fundeb se mostram imprescindíveis, uma vez que, se depender apenas dos recursos da administração, dificilmente os projetos sairão do papel. Mas a diretora de educação infantil alerta que as próximas administrações precisam manter o planejamento, para que o número de vagas oferecidas aumente de acordo com as necessidades da população.