07 de julho de 2026
Ser

Com licença...

Consultoria: Glorinha Braga Ortolan*
| Tempo de leitura: 3 min

Compras com requinte

Por que ir às compras? Será por necessidade, por compulsão, para se divertir, para passar o tempo, porque chegou novidade nas lojas? Você já fez as seguintes perguntas: eu quero ou eu preciso comprar? É gasto ou investimento?

Concordo que o dinheiro foi feito para gastar, por necessidade ou prazer, mas nem por isso deve ser esbanjado. A compra deve ser inteligente. Deve ser planejada.

Já que vamos às compras, levemos no bolso dinheiro e educação.

Entrando em um estabelecimento comercial, cumprimente as pessoas que lá trabalham. Elas merecem o seu respeito, portanto o sorriso já indica um bom relacionamento.

Solicite o que quiser, com delicadeza. Se não encontrou aquilo que estava procurando, despeça-se com palavras gentis.

Se não tem certeza daquilo que procura, não abuse do vendedor, fazendo-o tirar as mercadorias das prateleiras. Ponha-se no lugar dele, perdendo tempo ao invés de conseguir uma venda com outra pessoa.

Espere a sua vez para ser atendido. Não fure fila.

De nada adianta ficar discutindo com os profissionais do estabelecimento. Se não está gostando do atendimento, simplesmente saia da loja e procure outra.

Quanto a pedir um abatimento, que é um direito seu, não exagere e não discuta, insistindo, tornando-se desagradável.

Dentro do possível, isto é, de acordo com sua condição financeira, preocupe-se mais com a qualidade do que a quantidade. A qualidade oferece mais vantagens, pois o tempo de duração do produto é maior, reduzindo, assim, futuros gastos.

Fixe um valor para a sua compra, convença-se disso e leve na carteira a quantia por você estipulada. ”Não dê o passo maior do que a perna”, diz o ditado. Lembre-se de que o crédito é uma coisa preciosa.

Se no dia marcado para o pagamento de um compromisso você não estiver com a quantia em mãos, uma satisfação ao credor deverá ser dada, pois, certamente, ele estará contando com o recebimento desse valor.

Em um supermercado, não abra frascos ou apalpe frutas e legumes. Escolha com os olhos e não com as mãos.

Não esqueça as palavras: “por favor” e “obrigado”.

A Constituição Federal traz o Código de Defesa do Consumidor. É ele que cuidará dos deveres e direitos dos consumidores e fornecedores. Se você tem um órgão para se defender, não seja indelicado ou prepotente diante do vendedor. Quanto mais educado você for, melhor será atendido.

Essas atitudes devem ser passadas para as crianças, que já começam a ser consumidoras, conscientizando-as da importância de respeitar as pessoas e, também, do valor do dinheiro.

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Como devo cumprimentar pessoas com as quais não tenho intimidade? (Jane)

Resposta: Cumprimente-as com um aperto de mão firme, olhando nos seus olhos e com um sorriso.

O beijo fica reservado para os amigos. Aliás, um beijo é o suficiente.

Recebi um convite para uma festa e estou indecisa quanto ao traje. Posso ligar para a anfitriã e perguntar qual deve ser o traje? (Mary)

Resposta: Desde que você seja íntima da anfitriã, não há mal algum em se orientar qual o traje mais adequado. Porém, se você não tem muita intimidade, analise o convite, o estilo da pessoa, o horário da festa, etc.

De uma coisa esteja certa: é melhor errar para melhor do que para pior, isto é, capriche na roupa, mas não abuse, como se fosse a um baile.

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* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania”

www.educacaoerequinte.com.br