08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Cota racial e os gêmeos


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Nesta semana tivemos na mídia a repercussão de um fato polêmico. Na Universidade de Brasília, que em seu vestibular considerou negro para efeito de cota racial, um de dois gêmeos idênticos, desconsiderando o outro. Mas neste caso o que mais chamou a atenção foi que se encontrássemos qualquer um deles na rua não daria para chamar de negro nenhum deles, no máximo por preciosismo chamaríamos de pardos como 60% de nossa população, talvez tão negros como se declarou o ex-presidente Fernando Henrique ou o atual Lula e se analisarmos nesta linha só sobraria o germânico Geisel.

O fato demonstra na prática a inviabilidade do sistema, pois ao somarmos os negros, menos de 20% da população, aos pardos, quase 60%, teríamos quase 80% ou seja mais que a maioria absoluta da população e na verdade estaríamos realizando uma verdadeira discriminação contra os menos de 20% restantes, que seriam brancos sem mistura de raças e ainda com os asiáticos, índios, indianos etc, ou seja, estas minorias seriam prejudicadas e também o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei.

Não podemos com a intenção de banir uma injustiça passada criar uma injustiça presente e ainda adotar o malfadado conceito nazista da inferioridade racial às avessas, gerando quase uma vingança contra o estudante branco. Na verdade, o que necessitamos é proteção aos egressos da escola pública, pois assim estaríamos favorecendo aquele que é vítima da escola pública tão desgastada e realmente dando oportunidades iguais a todos os cidadãos e calçada desta vez em critérios objetivos, bem diferentes dos aplicados de forma singular pela UNB e igualando o esforçado egresso desta escola ao dos bem pagos cursos especiais e escolas particulares.

Márcio M. Carvalho