O toque final em cada estrutura da Área de Vivência Ambiental Piatan (Avap) da Duratex de Agudos é capaz de estimular ainda mais a curiosidade de crianças e adultos. O acabamento em cada uma das estações do circuito proposto garante uma surpresa nova. A tecnologia está presente com audiovisual na sala de multimídia. Há um filme especialmente para o público adulto e outro com conteúdo que atrai o espectador infanto-juvenil.
Quando o visitante chegar a esse estágio muito provavelmente já estará tomado pela ambientação. A proposta de sensibilização vai num crescente a cada passo. Até a sede da Avap são 8 quilômetros de plantação florestal, que, na prática, já destaca o trabalho de conservação do solo. Antes de chegar na sede, se contorna um enorme espelho d’água – açude –, outra fonte vital para a mata plantada e natural.
Depois do audiovisual, os visitantes têm à disposição o espaço pedagógico. Neste ponto a importância do solo é reforçada em duas demonstrações do ciclo da água da chuva sobre a mata. Em um caso, o solo está recoberto com matéria orgânica do próprio manejo extrativista da madeira reflorestada. Em oposição, mostra-se na prática o dano ao solo em área descoberta.
Em seguida, o circuito segue para outro ambiente fechado, onde estão expostos painéis ilustrados com fotos e gráficos, maquetes, madeira e maquinário. Praticamente tudo o que se vê representando o mundo natural em réplicas foi feito de material reciclável.
O conceito arquitetônico do edifício da Avap destaca, lado a lado, madeira nativa e reflorestada e pedra, num equilíbrio completado pelo paisagismo do jardim central e tudo cercado por mata reflorestada. “Na restauração do prédio se trabalhou a necessidade de preservar a madeira nativa e valorizar a madeira reflorestada como alternativa técnica que permite a substituição da madeira nativa e a redução da pressão sobre as florestas naturais”, define Valério Cosme Sales Tiburcio, gerente de desenvolvimento e meio ambiente da Duratex.
Para quem vem acostumado ao ambiente da zona urbana, a primeira impressão é de monotonia, entretanto as atividades proporcionadas quebram de forma lúdica a rotina. O projeto, desenvolvido no biênio 2005-2006 e concretizado no últimos oito meses, extrapola os espaço fechados partindo para um roteiro de interação ao ar livre. A visita tem ainda as surpresas guardadas pela Trilha da Copaíba, uma reserva de vegetação nativa que mantém protegida a nascente do ribeirão Pederneiras.
Já inteirado com o ambiente, o visitante ainda terá uma pergunta inquietante a ser desvendada e que começou a pulsar no seu pensamento desde o instante em que se iniciou o trajeto de oito quilômetros até a sede do projeto: para que serve tantas árvores plantadas de maneira tão certinha, como se fosse espetada uma a uma na terra?
Ao lado da mata da copaíba, os técnicos passam a explicar o ciclo de vida da madeira reflorestada expondo aspectos do crescimento das árvores, a produção da madeira e a confecção das chapas. Em sua exposição, Tiburcio lembrou que o roteiro é mais amplo e dimensionado às necessidades dos grupos de estudantes.
A coordenadora a Avap, a bióloga Angélica Rodrigues Coelho, define que instituições com projetos ambientais vão encontrar no novo espaço recursos teóricos e práticos. “Se o educador souber preparar o pessoal, ele dá uma aula. São temas pontuais que podem ser extrapolados para diversos outros assuntos”, explica.
Para finalizar o passeio, há um local para lanche – Quiosque do Jatobá –, onde há espaço para recreação. Até dezembro de 2006, a Avap recepcionou 58 mil visitantes vindos de 19 cidades. Entre os grupos, destaque para Agudos, Bauru, Piratininga, Lençóis Paulista, Ourinhos, Lins, Botucatu, Itapetininga e São Paulo. O espaço também recebeu visitantes do Exterior, conforme registro no livro de presença.
• Serviço
A Área de Vivência Ambiental Piatan (Avap) fica na fazenda Monte Alegre, na rodovia Marechal Rondon, quilômetro 323, em Agudos (entrada sentido Capital-Interior). Outras informações pelo telefone (14) 3262-8200.