07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

De sapos e rãs


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Nesta semana do Dia Mundial do Meio Ambiente é propicia a reflexão sobre os anfíbios. Isso mesmo, nossos queridos parentes vertebrados sapos, rãs, pererecas e salamandras. Estudos revelam que a temperatura da Terra hoje é 0.6 °C maior do que a temperatura média do planeta há 200 anos, ou seja, na época da I Revolução Industrial. Pode não parecer bastante, mas vale a pena perguntar aos nossos amigos ursos polares, ou mesmo aos referidos anfíbios, o que pensam deste “insignificante” aumento da temperatura.

Mas o que esses animais têm com o aquecimento global ? A reportagem da Folha de S. Paulo de 7/04/2007 , caderno de ciência, página A18, nos dá uma idéia, pois ela faz uma projeção bastante confiável sobre as conseqüências de aumento da temperatura média da Terra, em relação ao período pré-Revolução Industrial: hoje, o aumento é de 0.6 °C. Se esse aumento chegar a 1 °C, haverá um grande aumento na taxa de extinção de anfíbios. Com um aumento de 2 °C a 3.5 °C, 30% das espécies hoje conhecidas entram em risco de extinção. Um aumento de 4 °C a 5°C já levaria a grandes extinções ao redor do globo, de espécies animais e vegetais.

O homem é, com certeza, um ser criativo, evolutivo, que deve e precisa inventar e progredir cientificamente. Porém, se continuarmos vivendo num edipismo incontrolável acreditando que somos auto-suficientes em relação ao nosso meio ambiente, correremos o grave risco de não possuirmos mais meio ambiente habitável. Um aumento de um único mísero grau na temperatura do planeta, e talvez possamos sentir falta do coachar de um pequeno sapinho numa lagoa...

Lucas Vicente Bortoletto