08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A crítica...


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Li uma frase que me deixou encabulada até hoje: “Se souber fazer melhor, faça!”

Essa frase me levou a refletir profundamente. É comovente o grande número de pessoas dispostas a criticar, em comparação com a ínfima porcentagem disposta a realizar e servir. O que mais fere, entretanto, é a maneira como as pessoas que nada fazem criticam as que deixam sua vida de lado para trabalhar para o bem comum. Isso é terrível; é muito feio!

A crítica pela crítica é a arma usada por quem só quer acabar o que vem sendo construído. Será que você consegue fazer melhor do que o outro? Ótimo! Significa que você é talentoso e tem qualidades produtivas. Então, faça! Deixe de criticar o trabalho que julga ter sido malfeito.

Falar é coisa que qualquer criança com pequena idade consegue. Fazer é algo bem diferente, e está engatado ao nosso desejo da indolência, a qual estamos acostumados. Atirar pedras em vidraças é fácil, difícil é arregaçar as mangas para ajudar os demais. Triste é notar pessoas egocêntricas, folgadas, tomarem conta dos resultados de projetos alheios quando algo dá errado. Malham o “Judas” que teve o trabalho de tentar, quando os demais ficaram assistindo de camarote o circo pegar fogo. Isso é detestável, mas comum. Não é mesmo?

Necessitamos urgentemente acabar com essa atitude mesquinha. Caso não concorde com algo, faça alguma coisa diferente. Não aponte o dedo rosnando para quem teve a iniciativa de fazer. Essa crítica não serve. Quando alguém me diz que algo não está bom, eu logo pergunto: “O que você sugere?”

Se não há resposta, sequer deveria ter falado nada, pois não se destrói algo para dar “nada” em troca. Já imaginou como o mundo seria melhor se todas as pessoas resolvessem colocar seus talentos a serviço da coletividade. Por que não fazem isso? Como ficaria o mundo se todos os que severamente criticados deixassem de realizar o trabalho que executam pelo fato de não agradar meia dúzia de entendidos, confortavelmente instalados em suas poltronas? Seria o caos, não é mesmo? Essas palavras são para aqueles que têm sido criticados em suas tentativas de melhorar seu ambiente doméstico, de trabalho, sua cidade... Por mais bem intencionado que você seja, sempre haverá “quem morra de inveja” da sua capacidade e do seu desprendimento. Sempre haverá quem gostaria de ter a sua coragem, sua iniciativa, sua garra... E a despeito disso não move uma palha do lugar, porque é escravo da opinião alheia e vive com medo de falhar.

Professora Izabel Ramos