10 de julho de 2026
Nacional

Dono de caça-níqueis fala que sofreu ameaça de morte de empresário

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Campo Grande - O dono de caça-níqueis Andrei Cunha, preso na Operação Xeque-Mate e que concordou com o benefício da delação premiada em depoimento à Polícia Federal (PF), foi ameaçado de morte pelo empresário de jogo Nilton Cezar Servo, também preso. “Vou trucidar você e sua família. Vou liqüidar vocês. Eu vou matar você, seu bosta. Você ameaçou minha mulher, meus filhos”, afirma Servo em recado deixado no celular de Cunha no dia 1 de maio passado.

Cunha, no depoimento, disse que Servo pagava quantias de R$ 2 mil a R$ 3 mil a Genival Inácio da Silva, o Vavá. Após ter concordado em falar sobre a suposta participação de Servo na máfia dos caça-níqueis, Cunha foi solto. Servo permanece preso.

A briga entre Cunha e Servo ocorreu devido à disputa pelo mercado de caça-níqueis. Cunha trabalhava com Servo, mas resolveu montar o seu próprio negócio. Segundo a PF, após saber que João Catan - outro empresário de jogos - se aliou a Cunha, Servo discute com o filho um ataque a Roberto Gordo, que também atuava no ramo. Em companhia de Cunha, Gordo teria atirado contra a casa de um aliado de Servo, em abril.

Na conversa do dia 30 de abril, José Lázaro, filho de Servo, diz que “pode pegar fogo na casa e matar todo mundo”. Ainda segundo a polícia, Servo diz que “não vai matar, não, que é pra tocar fogo no telhado, ou na frente”.

Éldes Rodrigues, advogado da família Servo, disse que não há máfia dos caça-níqueis. Segundo ele, Servo operava apenas duas casas de jogos legalmente com autorização judicial. Sobre os pagamentos de dinheiro a Vavá, Rodrigues disse que ocorreram dentro de uma relação de amizade e que não foi pagamento de propina. Conforme a defesa, um depoimento de Dario Morelli Filho, sócio de Servo, segundo a PF, em caça-níqueis, também afirma que não havia pagamento de propina.