O brilhante advogado e presidente da OAB de Bauru e ainda meu saudoso ex-professor na ITE Edson Reis não muda mesmo! Em mais um depoimento recente a este jornal, lá vem ele novamente com sua tese sempre calcada à esquerda do pensamento, onde a culpa pelo crime seria resultante da ‘tentação do bem material’. Quer dizer então que se não houvessem os tais bens materiais vulgarmente conhecidos como propriedade privada não haveriam crimes?! Talvez, quem sabe, lá no ‘paraíso comunista’ (e falido) do qual os adeptos desta sandice tanto crêem. Mas mesmo na Cuba sem liberdade de Fidel Castro e mais comunista do que nunca as prisões estão lotadas (verdade que muitos são dissidentes políticos que clamam pela democracia) e lá, todos sabemos, não existe propriedade privada para ser roubada e ninguém tem nada, pois tudo pertence ao Estado e o Estado tudo dá, ainda que quase tudo falte para ser dado!
Convenientemente, todos os adeptos da esquerda (meu ex-mestre nunca negou ser socialista) cultuam esta idéia extropiada de se desculpar ao agente criminal imputando-lhe uma culpa diminuída pela tentação do bem material que este não conseguiria possuir legitimamente pela via do trabalho e aí então, premido pelo desejo incontrolável, este entregar-se-ia ao crime. Considero tal ‘pensamento’, além de um erro crasso e primário de visão sobre a dinâmica de nossa sociedade, igualmente uma tese carente de fundamento lógico diante de uma análise mais isenta e imparcial livre do jugo e do travamento ideológico que caracterizam as opiniões daqueles que vivem a tratar bandido como “coitadinho social’...
Isto para não falar do verdadeiro insulto à honestidade e à retidão da legião de pobres e miseráveis que compõe a imensa maioria do nobre povo brasileiro que preferem a morte a se tornarem criminosos! Por fim, é sempre bom nestes tempos bicudos, onde a cada momento este governo petista tenta restringir liberdades e onde ainda tentam enfiar na cabeça das pessoas que o ‘coletivo prepondera sobre o individual’, que todo ser humano nasce com o livre-arbítrio de suas ações e omissões e a isto chamos liberdade de agir ou não!
Disto, do livre-arbítrio e da liberdade de opção, igualmente e convenientemente este pessoal liberal de esquerda também gosta de esquecer quando se trata de se desculpar um ser humano que opta pela senda do crime! De minha parte, me regozijo em lembrá-los de tudo isto sempre que posso, usando da liberdade de expressão que ainda não nos foi tolhida em sociedade em nome do “bem coletivo” (estão tentando), mesmo que para tanto eu, ainda respeitoso e fidalgo, o faça com a devida vênia ao velho mestre!
Paulo Boccato